Adriano Rodrigues
do Portal Cultura
Um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme se transformou em rei meio a tambores, numa roda de carimbó. Esse é Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, símbolo da cultura paraense nos deixou na tarde desta terça-feira (3), aos 93 anos de idade.
Internado há 6 dias, o estado de saúde do Mestre era considerado grave. Respirava apenas por aparelhos e os remédios não faziam o efeito esperado. Ele tinha pneumonia e infecção respiratória estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Barros Barreto, em Belém. O quadro clínico evoluiu para uma infecção generalizada, levando ao seu falecimento no início da tarde.
Mestre Verequete nasceu na localidade de “Careca”, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança (PA), em 1916, tem 10 discos gravados e é a maior expressão artística do carimbó do Pará.
A origem do nome que o consagrou surgiu por causa de uma namorada que o levou para um batuque, lá o Pai de Santo cantou ‘Chama Verequete’. Depois de contar a história, a uns amigos do trabalho começaram a chamá-lo de Verequete foi então que surgiu a composição mais conhecida da carreira do Mestre "Chama Verequete".