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Salomão Habib resgata a obra de Tó Teixeira

Salomão Habib resgata a obra de Tó Teixeira

Violonista lança obra 'literomusical' hoje, no Theatro da Paz
Salomão Habib resgata a obra de Tó Teixeira

Uma pesquisa que já dura 23 anos hoje será finalmente apresentada ao público. O violonista Salomão Habib lança, nesta quinta-feira, obra sobre Tó Teixeira, compositor paraense  que deixou uma incrível coleção com cerca de 600 peças para violão.  

 
O nome de Tó ficou conhecido dos belenenses ao dar nome à lei de incentivo cultural do município, mas sua imensa obra é desconhecida até mesmo dos músicos e estudiosos. E Salomão, exímio músico, cumpre seu papel de pesquisador cultural ao produzir um conjunto que reúne 3 CDs, um livro, um songbook e um vídeo de 52 minutos.
 
Nos álbuns, valsas, sambas, sonatas, choros, polcas, ladainhas, canções e uma série de outros diferentes gêneros. Obras divertidamente intituladas: “Carvoeiro Do Sapato Branco”; “Caranguejo Refogado Com Azeite Doce”; “Vamos Tomar Café”; “Sinto-Me Bem Assim”; “Padeiro Sem Camisa”; “Olha O Pato Comendo Alpista”. Esse títulos que  ilustram a originalidade e a simplicidade deste genial mestre que retratou como ninguém o cotidiano dos negros trabalhadores na Belém da Belle Époque.
 
Em 1991, Salomão já havia lançado o LP “Música e Memória Salomão Habib interpreta Tó Teixeira”. Apesar  daquele vinil, pode-se dizer que o acervo do músico permanece   desconhecido dos paraenses e do resto do Brasil, embora  ele tenha deixado uma obra monumental, da dimensão (maior em volume) de um Waldemar Henrique. Segundo Salomão,  essa obra estava “em vias de grave deterioração, correndo o risco de se perder por completo”.
 
Salomão Habib recolheu e catalogar  em cerca de 600 peças, num árduo e silencioso trabalho de pesquisa. O passo seguinte foi  também árduo para captar recursos materiais e financeiros para a editoração, gravação e divulgação da obra. Aí nasceu o Projeto “Tó Teixeira - vida e obra”, que hoje ganha o esplendor do Theatro da Paz.
 
A edição das obras, com  incentivo cultural do SESC, é da Violões da Amazônia, uma produtora cultural idealizada por Salomão Habib.
 
O livro “Tó Teixeira – O Poeta do Violão” (265 páginas, produzido em Belém) prefaciado pelo poeta João de Jesus Paes Loureiro, tem  16 capítulos, um caderno de Referências e Anexos.  
 
 
Tó Teixeira
Filho de descendentes de escravos, morava no antigo bairro de negros, o Umarizal, ambiente propício à música e aos festejos populares. Nasceu em 13 de junho (dia de Santo Antônio) de 1893, como Antônio Teixeira do Nascimento Filho. Morreu numa sexta-feira, 29 de outubro de 1982, às 13 horas.
 
Logo cedo despontou para a arte musical, tornando-se um dos mais festejados violonistas de sua época e conceituado professor de música. Deixou rica e variada obra musical, composta não somente de estudos violonísticos, mas de uma grande variedade de gêneros.
 
Sobrevivendo das aulas de violão e de uma oficina de encadernação de livros, Tó Teixeira deixou de herança diversas peças espalhadas pela cidade, que foram resgatadas por Salomão Habib.
 
“Ele transformou a imagem desse instrumento, provocando grandes modificações no que se refere à aceitação da ideia de que o violão poderia transitar fluentemente pelo campo erudito, o que contribuiu vigorosamente para o fortalecimento e a ascensão do violão às grandes salas de concerto neste Estado”, apontou Habib.