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Ambulatório garante o atendimento a pessoas trans

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Ambulatório garante o atendimento a pessoas trans

Esse é o primeiro ambulatório desse tipo no Norte do país
Publicado em 22/09/2017
Esse é o primeiro ambulatório desse tipo no Norte do país
Ambulatório garante o atendimento em saúde a pessoas trans

Por Lourival Borges

Foto: TV Cultura (Reprodução)

 

Criado em outubro de 2015, o primeiro Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Pará é um dos seis postos com serviço especializado gratuito em todo o Brasil direcionado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

 

Criado pelas Secretarias de Estado de Saúde Pública (Sespa) e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), em cumprimento à Política Nacional de Saúde Integral de LGBT, instituída pela portaria nº 2.836, do Ministério da Saúde, o local oferece o acompanhamento de uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, endocrinologistas, fonoaudiólogos e nutricionistas, que auxiliam no processo de transição da sexualidade.

 

Por seu pioneirismo na região Norte do país, o ambulatório atende não só a pessoas do Pará, mas também de estados vizinhos, como o Amapá e o Maranhão, em busca pela transição, ou a adequação do corpo à identidade de gênero. O espaço oferece, gratuitamente, todos os exames necessários aos pacientes, além da orientação para que a mudança de identidade de gênero ocorra de forma responsável e gradual, inclusive com o uso de terapia hormonal que nunca deve ser feita sem orientação médica devido aos riscos que pode trazer à saúde.

 

Segundo Francisca Vidigal, psicóloga e coordenadora do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Pará, a hormonioterapia é realizada durante 2 anos (no mínimo), antes de o paciente se submeter às cirurgias reparadoras necessárias à transição. No caso das mulheres trans, elas precisam fazer cirurgia de retirada de testículos e no caso dos homens trans, eles precisam retirar as mamas e ovários, porque o uso de hormônio pode causar câncer.

 

Assista abaixo à entrevista completa com a Francisca Vidigal, feita pelo repórter Luis Octávio Lucas para o Jornal Cultura.

 

 

Desafios - A Sejudh faz também a divulgação do atendimento oferecido pelo ambulatório a mais pessoas que ainda não conhecem o serviço. Para isso, a secretaria tem o desafio de realizar caravanas pelos municípios paraenses a fim de identificar e encaminhar pessoas que queiram fazer a mudança de gênero. As viagens acontecem de dois em dois meses e no ano passado já esteve em Marabá, Parauapebas, São João de Pirabas e no distrito de Mosqueiro, em Belém.

 

O serviço de divulgação é fundamental para o ambulatório ampliar sua rede de atendimento que inclui, também, o acompanhamento emocional para transexuais que buscam a autoafirmação diante da sociedade.

 

Além de garantir a assistência à saúde, por meio do ambulatório, a Sejudh orienta ainda o público LGBT quanto à obtenção da carteira de nome social para travestis e transexuais, lhes assegurando o direito de serem reconhecidos pelo nome com o qual se identificam.

 

Todas essas medidas são importantes por ajudarem no enfrentamento às mais variadas formas de violência, principalmente física e emocional, na luta contra o preconceito que atinge travestis e transgêneros, além de favorecer os avanços quanto à cidadania, saúde e segurança à população LGBT do Pará.

 

Serviço - O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais funciona no Centro de Testagem e Acompanhamento (CTA) da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecto-Parasitárias e Especiais (Uredipe) que fica na Travessa Magno de Araújo, Passagem Izabel s/n, bairro do Telégrafo (entre Senador Lemos e Curuçá), em Belém. Os atendimento acontecem nos períodos da manhã e tarde.