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Duas gerações de mulheres na fotografia de Belém

Tv Cultura

Duas gerações de mulheres na fotografia de Belém

No dia do fotógrafo, conheça a relação de Paula e Victória com a fotografia
Publicado em 08/01/2018
No dia do fotógrafo, conheça a relação de Paula e Victória com a fotografia
Do negativo ao digital: duas gerações de mulheres na fotografia

Foto: Jefferson Lima/´Portal Cultura

Uma começou a fotografar profissionalmente em 1987, a outra, cursa o 5° semestre de Jornalismo e tem o desejo de ser fotojornalista. Duas gerações de mulheres com muita história para contar. O que elas têm em comum? O amor pela fotografia.

 

Quando se fala de fotojornalismo em Belém do Pará, uma das referências é a jornalista Paula Sampaio. Com passagens pelos principais jornais impressos da cidade, a repórter fotográfica caiu nesse universo por acaso.  “Eu entrei no curso de comunicação porque eu queria contar histórias, mas quando eu entrei na Universidade, percebi que não era aquilo que eu imaginava. O texto tinha que seguir muitas regras, então isso começou a me desesperar e pensei em abandonar o curso”, conta.

 

 

Paula quase abandou o curso de jornalismo da UFPA, se não fosse a vaga de estágio na assessoria de comunicação da Universidade. Mas tinha um detalhe: para assumir a vaga, o estudante precisava saber fotografar. “Eu estava em uma situação de crise, e meus colegas disseram para eu me candidatar à vaga, mas eu nunca tinha manuseado uma máquina fotográfica”, disse.

 

Paula Sampaio (Foto: Jefferson Lima/ Portal Cultura)

 

Apesar da falta de experiência com fotografia, Paula tinha algo ao seu favor. A vaga de estágio estava aberta há meses e como a remuneração era muito baixa, nenhum estudante tinha se interessado. Foi dessa forma que a jornalista teve o primeiro contato com uma máquina fotográfica. “Em uma semana eu fiz todas as fotos do jornal ‘Beira-do-Rio’, só não me pergunte como, eu só sei que nunca mais parei”, relembra.

 

Ao contrário de Paula que começou na fotografia por acaso, a estudante Victória Botelho procurou o curso de Jornalismo para aprimorar suas habilidades como fotógrafa. “Eu queria fazer Direito, mas percebi que nesse curso eu não iria fotografar. Então procurei um curso em que eu pudesse me desenvolver como fotógrafa e trabalhar com foto, porque eu sempre quis fazer um trabalho que pessoas de outros lugares pudessem ver, então eu entrei no Jornalismo com esse intuito”, explica.

 

Victória Botelho (Foto: Jefferson Lima/ Portal Cultura)

 

Do primeiro estágio de Paula na assessoria da Universidade até o momento em que Victória escolheu o Jornalismo para se aprimorar como fotógrafa, a tecnologia avançou e o modo de fotografar não é mais o mesmo. “Fotos bem resolvidas tecnicamente nós temos muitas, isso não é mais desafio pra ninguém. Hoje uma câmera faz tudo sozinha, a técnica está no manual (do aparelho) e disponível para qualquer um. O celular talvez tenha uma resolução melhor do que uma câmera”, afirma Paula Sampaio, que começou a carreira em uma época que não existiam flashes nos aparelhos e muito menos cartão de memória.

 

Com a chegada da fotografia digital, as fotos estão cada vez mais no modo automático. “Antes nós trabalhávamos com o mínimo. Eu tinha um filme de 36 poses para quatro pautas ao dia e hoje você tem um cartão de memória que é possível fazer 10 mil fotos. Alguém que em menos de 10 minutos fez mil e quinhentas fotos, não viu nada. Fotografia é envolvimento”, orienta Paula.

 

Atualmente, a jornalista é diretora do Núcleo de Fotografia do Sesc Boulevard e enquanto ela contava sua experiência dentro do mercado de trabalho,  Victória escutava cada detalhe atentamente. “A maioria dos fotojornalistas que eu conheço são homens, então eu me sinto muito inspirada. Eu não vejo muitas mulheres na fotografia e uma das minhas metas de 2018 é procurar mais fotógrafas”, comenta a jovem.

 

Onde estão as mulheres na fotografia?

Não é novidade para ninguém que o número de mulheres no mercado de trabalho é inferior em relação aos homens e no mercado da fotografia e do audiovisual, não é diferente. Segundo dados da Agência Nacional de Cinema (ANCINE), as mulheres ocuparam apenas 8% dos cargos de direção de fotografia das produções de audiovisual de 2016.

 

Além do número mínimo de mulheres nesses espaços, as barreiras ainda são grandes. “Eu fui chamada para fotografar em um batizado e tinha uns 30 fotógrafos e todos eram homens. Eles passaram o evento me olhando torto e fazendo graça por eu ser mulher e nova. Eu fiquei super constrangida, mas mesmo assim fiz meu trabalho. Então eu percebo que nesses eventos, o mercado é muito machista e parece que nós mulheres somos cobradas a mais”, conta Victória, que já trabalha como fotógrafa de eventos.

 

Assim como Victória, Paula também enfrentou preconceito por ser mulher no início da carreira.  “Quando eu comecei, tinha pouquíssimas mulheres fotografando no jornalismo diário e ainda hoje, em uma redação de jornal, quase não tem a presença de mulheres, isso favorece o preconceito. Eu também tive muito esse problema de não ter credibilidade por ser mulher e jovem, mas eu decidi ignorar o preconceito, foi a maneira que eu encontrei para sobreviver. Então a mulher tem que trabalhar muito mais do que o homem para chegar no mesmo patamar”, conclui.

 

(Fotografia de Paula Sampaio)

 

(Fotografia de Victória Botelho)

 

Apesar da falta de oportunidades para as mulheres no universo da fotografia, Paula e Victória são exemplos de profissionais que conseguem combater o preconceito com talento e profissionalismo e para saber mais sobre o trabalho de ambas, é só acompanhar os sites:

http://paulasampaio.com.br/as-rotas/

https://www.vbotelhofotografia.com

 

Por: Rodrigo Souza