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Art Ato: A tatuaria que se transformou em espaço de resistência

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Art Ato: A tatuaria que se transformou em espaço de resistência

Criado em 2016, o espaço promove a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho
Publicado em 29/01/2018
Criado em 2016, o espaço promove a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho
Art Ato: A tatuaria que se transformou em espaço de resistência

“É apenas uma fase!”, “Mas qual o seu nome de verdade?”, “Você só quer aparecer!” Se você nunca reproduziu nenhuma dessas frases, continue assim! Agora se em algum momento você deixou escapar esses discursos, é sinal de que você precisa repensar. Frases como essas, machucam diretamente a identidade de pessoas transexuais. 

 

Você já parou para pensar se na escola ou na universidade que você estuda existe a presença de pessoas trans? E no seu local de trabalho, existe? Essas perguntas não são para responder e sim, para refletir.  De acordo com o levantamento da Rede Nacional de Pessoas Trans, 82% das mulheres trans não concluem o ensino médio. Já os homens trans conseguem chegar mais longe, como é o caso do barbeiro e estudante de Psicologia da Universidade Federal do Pará, Diego Santos. “A maioria dos homens trans conseguem prosseguir nos estudos até uma certa parte. Eu sentia muitas dificuldades nos estudos, eu nunca conseguia sair do primeiro ano do ensino médio, tentei durante cinco anos isso. O ambiente escolar é muito tóxico para as pessoas trans”, afirma ele.

 

Assim como Diego, a cabeleireira e maquiadora, Anneliz Miranda, enfrentou muitas dificuldades para alcançar o ensino superior por ser uma mulher trans. Ela chegou a cursar Serviço Social em Fortaleza, cidade onde vivia, mas por falta de aceitação familiar, a jovem precisou trancar o curso e há dois meses vive em Belém.  “Eu gostaria muito que as pessoas se conscientizassem, porque a gente não consegue acolhimento em nenhum espaço. Nós temos que procurar nichos voltados para LGBTs para termos um pouco de acolhimento e sendo que deveríamos ter acolhimento em todos os lugares”, conta.

 

A arte como forma de resistência

 

Se Diego e Anneliz tiveram dificuldades de encontrar acolhimento, hoje como parte da equipe de colaboradores do Espaço ART ATO, ambos podem dizer que encontraram um lugar, onde o trabalho caminha junto com a garantia de direitos.

 

Criado em 2016, pelo tatuador e ativista trans, Heitor Sebastian, o local visa promover a inclusão social de pessoas Trans por meio das artes. Assim surgiu a tatuaria, que em pouco tempo se tornou em espaço cultural e colaborativo. “Eu sempre observei que certos tipos de pessoas tinham um atendimento, que outras não tinham. Então surgiu a necessidade de pensar em uma mudança, e de que forma eu poderia fazer minha parte como ser humano”, explica.

 

Assim como pessoas trans, o espaço conta com gays, negros e mulheres em sua equipe de colaboradores.  Heitor conta que “A idéia era atender essa galera de recortes sociais, LGBTQIS e negros, de forma igual”.

 

Além de tatuaria, o lugar também oferece os serviços de barbearia, cortes de cabelo, maquiagem, design de sobrancelha, massoterapia espaço gastronômico e etc.  

 

Assista: