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Mudanças na redação do Enem dividem opiniões

Rádio Cultura

Mudanças na redação do Enem dividem opiniões

Candidato que ferir direitos humanos na redação do Enem não vai tirar zero
Publicado em 26/03/2018
Candidato que ferir direitos humanos na redação do Enem não vai tirar zero
Mudanças na redação do Enem dividem opiniões

Reportagem: Brenda Freitas

Edição: Cássia Nascimento

Foto: Ascom/ MEC

 

Entre as principais mudanças anunciadas pelo Ministério da Educação para o Enem 2018, a mais polêmica é a que tira a possibilidade do zero para o candidato que desrespeitar os direitos humanos na redação. A alteração divide opiniões entre os candidatos.  “Eu acho que é muito válido o estudante poder realmente expor o que ele acha. Muitas vezes a gente fica preso no tema, por não ter a liberdade de poder falar o que a gente realmente acha por conta dos direitos humanos. Tudo tem um lado bom e um lado ruim. Eu vejo pelo lado bom isso, das pessoas realmente poderem falar o que acham. O lado ruim é que eu acho que vai ter muita contradição nisso”, afirma a  estudante Victoria Poliana, de 17 anos.

 

Já a estudante Ana Paula Araújo acha a mudança um absurdo. “O extremismo não é bom. A partir do momento que você deixa uma pessoa que infringiu os direitos humanos numa redação do Enem passar, o que vai ser da situação da faculdade? O que pode ser no mercado de trabalho uma pessoa dessas? Então, não sou a favor disso, não”, enfatiza.

 

A redação do Enem é avaliada com base em mais quatros critérios: domínio da escrita formal da língua portuguesa, compreensão do tema, construção de argumentos e conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a argumentação.

 

“Essa  é a grande polêmica, o princípio da liberdade de expresão, do raciocínio livre, mas ao mesmo tempo a dissertação ela passa por um comedimento, por uma polidez, mesmo a questão relacionada a crítica ao governo. Em todas as redações agora houve uma crítica em relação ao governo. Você não viu nenhuma crítica extremista, fundamentalista, agressiva  ou panfletária. Então, eu vejo que o princípio de respeitabilidade ele foi mantido e sem perder aquele alinhamento com o posicionamento crítico do aluno, no sentido dele ter a liberdade de que criticar o que é injusto, indevido, desumano, vil, sórdido. Esse momento requer calma, discussão, é possível até você em sala realizar exercícios para mostrar para o aluno que é totalmente desnecessário ele se valer de uma expressão agressiva  no texto. Eu acho que tecnicamente isso é inaceitável”, afirma o professor de redação, Raimundo Vieira.

 

Ação civil

 

A mudança na regra da redação veio após uma ação civil pública ajuizada pelo movimento Escola Sem Partido, que foi acatada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A Procuradoria Geral da República chegou a entrar com um pedido de suspensão, mas o STF confirmou a decisão. “Com certeza é muito positiva porque aí sim o aluno, o candidato vai ter condições de escrever o que ele pensa, ter a liberdade de colocar o posicionamento dele sobre essas questões e não ser pautado de forma ideológica. O aluno, quando ele é patrulhado, quando ele condicionado a um pensamento, isso dificulta a ele produzir e a compreender o que ele precisa passar, o que dificulta até demais ele expor o conhecimento”, afirma a representante do movimento Endireita Pará, Nana Magalhães.

 

A ministra Cármen Lúcia afirmou que a decisão do TRF-1 parece garantir o exercício do direito à liberdade de expressão e de opinião, constitucionalmente assegurado. “É um direito humano, elencado na Constituição Federal de 1988, no que se refere ao direito do candidato ter a sua prova lida e corrigida, independente do teor. No entanto a defesa dos direitos humanos está se assegurada também na nossa constituição, nos princípios internacionais em que o Brasil é signatário. Consideramos a mudança um retrocesso muito grande pois beneficia o candidato a ter sua prova corrigida preservando seu direito à liberdade de expressão mas prejudica a formação do candidato ao Enem, já que esse precisa ter noções e conhecimentos acerca dos princípios e segmentos sociais defendidos pelos direitos humanos”, destaca a advogada Juliana Fonteles, da Comissão dos Direitos Humanos da OAB.

 

Outras mudanças

 

O MEC também anunciou a inserção de 30 minutos para resolver a prova de ciẽncias da natureza e matemática, o que faz o tempo passar de 4 horas e meia para 5 horas de resolução. As mudanças também afetam os candidatos que não justificaram ou não tiveram suas justificativas de falta, nos dois dias de prova do ano passado, aceitas pelo órgão.

 

A estrutura da prova permanece a mesa. A realização das provas continua em dois domingos seguidos. O tempo de resolução da prova de linguagens e redação também não teve alteração, os candidatos terão 5 horas e 30 minutos.