Quiere comprar pastillas de potencia Venda De Viagra Brasil La entrega de tabletas se produce en la normal imperceptible el sobre y se respeta la confidencialidad de la.

Lesbofobia: entenda e evite

Tv Cultura

Lesbofobia: entenda e evite

Todos os dias mulheres lésbicas sofrem os mais diversos tipos de violência
Publicado em 30/08/2018
Todos os dias mulheres lésbicas sofrem os mais diversos tipos de violência
Lesbofobia: entenda e evite

Por: Ana Paula Castro

Em 29 de agosto de 1996 ocorria o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, onde, pela primeira vez, lésbicas de todo o país se reuniram em um espaço exclusivo para discutirem suas pautas. A partir daí a data foi estabelecida como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, demarcando agosto como o Mês da Visibilidade Lésbica. Apesar dos avanços nas discussões, essas mulheres ainda vêm sofrendo com a lesbofobia, desde as suas manifestações mais extremas, como violência física e o chamado “estupro corretivo”, até as formas mais sutis e veladas de preconceito.

 

A psicóloga Thaynara Amorim, membro do coletivo de mulheres lésbicas Las Fanchas, esclarece que a lesbofobia é todo tipo de violência, opressão e repressão dirigida às mulheres lésbicas e que é diferente da homofobia, pois as violências contra a mulher lésbica passam tanto pela sexualidade quanto pelo gênero. Em casos de estupro e assédio sexual, por exemplo, quando se fala em mulheres lésbicas, esses atos passam pela ideia de “corrigir a sexualidade” delas. Já nas relações sociais, quando a lésbica se assume, é comum haver uma repulsa e afastamento das amigas, enquanto há uma fetichização por parte dos amigos. Assim, a mulher lésbica está exposta a violências físicas, verbais e psicológicas que são frutos tanto da misoginia quanto do preconceito com a sua sexualidade, e essa particularidade é o que caracteriza a lesbofobia.

 

A estudante de Direito, Simara Esmael, que também faz parte do Las Fanchas, dá alguns exemplos de lesbofobia com os quais essas mulheres são obrigadas a lidar constantemente. Um desses exemplos é a ideia de que as mulheres “viram” lésbicas por terem tido problemas de relacionamento com homens, além da própria estigmatização do que é “ser lésbica”, que questiona as lésbicas que seguem os padrões de “feminilidade”, mas não os padrões heterossexistas. Segundo ela, “essas coisas bem simples que estão no dia-a-dia machucam muito. Muitas vezes são essas coisas que fazem com que a gente não se posicione no emprego, na faculdade, não demonstre, não fale sobre a nossa sexualidade, não poste fotos com a namorada e tudo o mais. Eu acho que toda essa construção, por mais simbólica que seja, é muito violenta.”

 

E são a partir dessas formas “sutis” de preconceito que surgem manifestações muito mais perigosas. Segundo dados do Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil, só em 2017 foram 54 mortes de lésbicas no Brasil, o maior número de casos registrados na história da pesquisa sobre o tema no país. Também em 2017, as lésbicas representaram 32% dos suicídios de toda a comunidade LGBT+ brasileira.

 

Paralelo a tudo isso, a invisibilidade lésbica se manifesta de muitas formas, entre elas a limitação de direitos básicos. Em relação à saúde, por exemplo, são poucos os profissionais do mercado que conseguem ter propriedade ao tratar das questões específicas para as mulheres lésbicas. Muitas delas não têm acesso a uma assistência ginecológica de qualidade, seja por falta de conhecimento do profissional ou dos assédios morais cometidos por eles. Simara acrescenta, “nós não temos o direito de estar em ambientes escolares, bares, quaisquer que sejam, não temos o direito ao lazer, não temos direito à cidade, porque não temos liberdade de transitar sem medo de ser agredida”.

 

Thaynara dá algumas dicas para você evitar a reprodução de lesbofobia. “Quando a mulher se diz lésbica não questione se ela é uma mulher, não trata como menos mulher, não questione se ela de fato é lésbica ou não, às vezes usando o histórico de vida dela. Eu acho que não partir de uma universalização da homossexualidade para entender a nossa vivência, mas também não partir de uma universalização da lesbianidade. Entender que nós somos diferentes entre nós, mas que essa diferença não é argumento para inferiorizar nenhuma lésbica.”

 

Coletivo Las Fanchas

Em meio a tantas formas de invisibilização, o Coletivo Las Fanchas surge para combater esses processos, criando espaços para mulheres lésbicas e para o compartilhamento de experiências entre elas, a fim de fortalecer as pautas do grupo, levando em consideração também o contexto local da vivência da mulher lésbica nortista. Thaynara explica que “por esses rompimentos que acontecem e por essa invisibilização nesses espaços mistos, com outras mulheres e com homossexuais LGBT no geral, a gente é empurrada a se separar e a tentar lutar centralmente pelas nossas pautas para que a gente consiga avançar de alguma forma no debate sobre lesbianidade.”

 

Para saber mais sobre o coletivo e participar das ações, basta acessar a fanpage do grupo.

 

Assista: