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TV Cultura do Pará exibe a animação "Os Dinâmicos"

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TV Cultura do Pará exibe a animação "Os Dinâmicos"

Produção paraense é baseada na carreira de Mestre Vieira
Publicado em 22/11/2018
Produção paraense é baseada na carreira de Mestre Vieira
TV Cultura do Pará exibe a animação "Os Dinâmicos"
Uma grande homenagem a Joaquim de Lima Vieira ou simplesmente Mestre Vieira, o criador da guitarrada. Assim pode ser definida a série de animação “Os Dinâmicos”, que estreia nesta segunda-feira (26), às 16h, na TV Cultura do Pará. Os 13 episódios da animação, de cinco minutos cada, serão exibidos de segunda à sexta-feira, as 16h e as 19h, até dia 12 de dezembro.
 
 
Veja o trailer: http://bit.ly/2OijhyP
 
 
A inspiração para animação veio de Mestre Vieira (guitarra solo), Dejacir Magno (vocal), Lauro Honório (guitarra base), Idalgino Cabral (baixo) e Luis Poça (tecladista), que integraram o grupo Vieira e Seu Conjunto, entre os anos 1970 e 1990. Foram 14 LPs gravados, turnês pelo nordeste e muitos shows realizados pelo interior do Pará. Na série de animação, o grupo conta ainda com “Batera”, o único personagem que é inteiramente fictício, compondo assim a turma de super-heróis que pretende conquistar o coração de crianças e adultos de todo o país, com muita música, humor e aventura.
 
 
Comédia e aventura musical, “Os Dinâmicos” homenageia também as animações dos anos 1970 e 1980, que traziam séries animadas com heróis e bandas musicais. No caso da banda Vieira e Seu Conjunto, os ensaios são feitos num estúdio-casa que fica na copa de uma Samaumeira, próxima a uma praia na cidade de Barcarena. Quando uma criança está em perigo, um alarme é acionado e um painel de controle lhes mostra a situação. Neste momento, eles falam a palavra mágica “Di na mi zar” e Mestre Vieira empunha sua guitarra mágica transformando-os em super-heróis.
 
 
Guitarreiro (Mestre Vieira) é o sábio líder, que aciona o poder da guitarra Milagrosa, já Spectro (Idalgino) consegue ficar invisível. Enquanto  Ciclone (Lauro) tem a velocidade do vento; Alado (Dejacir) ganha asas; Trakitana (Poça) é o mestre das tecnologias, e Aprendiz (Batera), que como o nome diz, ainda está aprendendo a ser super-herói.
 
 
As aventuras dos Dinâmicos revelam, através do mágico universo da animação, as características, o linguajar, os costumes e as lendas da Amazônia, presentes na obra de Mestre Vieira.  Além das lendas que estão inseridas em diversas músicas, nas letras de outras também há ‘causos’ que Mestre Vieira gostava de retratar. Na “Lambada da Baleia”, por exemplo, ele narra um episódio verídico que ocorreu na ilha, em 1974. Um filhote de baleia que encalhou e veio a morrer na praia em frente à cidade de Barcarena.
 
 
“A música já fazia sucesso na cidade quando foi gravada no primeiro LP do grupo, o ‘Lambada das Quebradas’, em 1978. E essa história acabou ficando no imaginário da população, eternizada nessa música, então era sem dúvida um episódio obrigatório”, conta Luciana Medeiros, diretora da série.
 
 
A produção da série iniciou em março de 2016 e foi concluída o segundo semestre de 2017. Para sua realização, contou com uma equipe de profissionais, quase todos paraenses, com poucas exceções. Victor Jaramillo, venezuelano que trabalhou na primeira fase de captação de diálogos e finalizou os dois primeiros episódios da série que depois foi concluída com Leo Chermont e Dan Bordallo, do estúdio Floresta Sonora, e iambém não foi paraense a técnica da acessibilidade - Libras e Audiodescrição, feita no Rio de Janeiro.
 
 
A direção é de Afonso Gallindo, com Luciana Medeiros, que também assina o argumento, pesquisa e produção executiva da obra. Ambos são profissionais atuantes na cena do audiovisual paraense, assim como Adriano Barroso, roteirista da série, e Cássio Tavernard, pioneiro da animação paraense, que assina a direção de arte e direção de animação dos episódios, junto com Eliezer França e Gustavo Medeiros, do Muirak Studio, responsável com sua equipe pela criação, desenvolvimento e todo o processo de animação dos desenhos.
 
 
“É importante dizer que não reproduzimos as lendas como elas são contadas tradicionalmente, as utilizamos como pano de fundo para tratar algumas questões sobre a Amazônia. De forma sutil, engraçada e educativa falamos do desmatamento no episódio ‘Pernas pra que te quero’, onde o Curupira, guardião da Floresta se vê em apuros. O tráfico de animais silvestres está no episódio ‘Uma Boquinha’, que traz o Mapinguari como herói, e também falamos da industrialização de nossas iguarias, denunciadas por Iaçá, no episódio ‘Dragão Engolidor de Açaí”, diz Luciana Medeiros.
 
 
A série foi realizada, pela Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia, produtora paraense, por meio do edital de financiamento Prodav 8 – 2014 - Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro, que apoia a produção de conteúdos para Tvs públicas.
 
 
Serviço: TV Cultura do Pará exibe a animação “Os Dinâmicos” entre os dias 26 de novembro e 12 de dezembro, de segunda a sexta, as 16h, com reprise as 19h.