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Conheça o projeto "Agenda Awaete"

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Conheça o projeto "Agenda Awaete"

A iniciativa surgiu há quatro anos como caminho para um circuito de "Descobrimento do Brasil" e abertura de diálogos mais igualitários entre indígenas e não-indígenas.
Publicado em 12/07/2019
A iniciativa surgiu há quatro anos como caminho para um circuito de "Descobrimento do Brasil" e abertura de diálogos mais igualitários entre indígenas e não-indígenas.
Foto em destaque

 

Timei Assurini, em parceria com Carla Romano e o grupo da familia Marytykwawara, criou o projeto "Agenda Awaete: Troca de Saberes e Práticas Assurini do Xingu”, em 2015. O principal tema das discussões é a resistência da etnia diante dos impactos socioambientais causados pelo contato com o não-indígena, que ocorreu a partir da década de 70, principalmente associado a grandes empreendimentos como a construção da Rodovia transamazônica e as usinas hidrelétricas (em especial, a de Belo Monte) e mineradoras como a Belo Sun e Vale.  
 
“A agenda trabalha assim, para chamar as pessoas para que a gente construa junto. É a união que faz a diferença. Vamos pensar no próximo, ajudar para que eles venham ver, viver a realidade. Eu estou valorizando mais o nosso conhecimento para que isso transcenda e mantenha nossa identidade”, diz Timei Assurini, em documentário sobre o projeto. Hoje, a etnia possui 250 pessoas distribuídas em cinco aldeias.
 
O projeto prevê agenda de atividades em vários espaços do país e já passou por Altamira, Belém, Goiás, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, com mais de 300 atividades. Na capital paraense, o principal intuito de Timei e a família é ter maior acesso à estrutura dos estudos desenvolvidos sobre a comunidade e colaborar para a aproximação das relações entre a comunidade indígena, pesquisadores acadêmicos e a sociedade. Para isso, o grupo além de levantar os materiais já produzidos, quer socializar o conteúdo e criar protocolos éticos de relacionamento com as instituições para que essas pesquisas sejam mais compartilhadas. Para, dessa forma, estabelecer convênio entre as universidades de saberes indígenas e acadêmicas, independente de diplomas.
 
 
“A gente está começando uma parceria com o pessoal do Museu Emílio Goeldi para que a gente possa fortalecer nossa memória. A academia está no nosso território. A questão é: quando a academia nos ouviu realmente para criar essa parceria com a gente?”, questiona Timei. De acordo com ele, hoje, o principal empecilho que impede um vínculo maior é o fato de não ter um diploma universitário, apesar da experiência em sua cultura. “Ele já foi na minha casa, comeu e caçou com a gente. Aqui, a gente também precisa ter esse tipo de apoio para acompanhar a pesquisa, construir juntos. Uma coisa não desvaloriza o outra”. 
 
Após uma campanha de vaquinha entre os amigos, Timei conseguiu apoio para custear a primeira etapa e se tornou o primeiro Assurini do Xingu a visitar o acervo de sua etnia na etnografia, do herbário e do parque zoobotânico do Museu Emílio Goeldi. Para continuar os trabalhos, Timei Assurini vai estar neste sábado (13) e domingo (14), das 9 as 17h, no parque do Museu, para compartilhar conhecimento e expor frutos da cultura material como Telas, Cuias e Cerâmicas para encontrar parcerias e conexões e conseguir caminhos para a permanência em Belém no que tange a moradia, alimentação e transporte.
 
Para doações e maiores informações sobre projeto "Agenda Awaete: Troca de Saberes e Práticas Assurini do Xingu” podem ser vistas aqui e, também, por meio do facebook, instagram e youtube do projeto, além do whatszapp (21) 972616638.