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Março Amarelo: mês de Conscientização Mundial da Endometriose

Março Amarelo: mês de Conscientização Mundial da Endometriose

A doença afeta cerca de sete milhões de mulheres no Brasil e pode causar infertilidade.
Março Amarelo: mês de Conscientização Mundial da Endometriose
Além do Dia Internacional da Mulher, este mês é marcado também pela campanha Março Amarelo, que traz como tema a Conscientização Mundial da Endometriose. O objetivo é alertar sobre os riscos da doença que afeta cerca de sete milhões de mulheres no Brasil e que pode causar infertilidade. 
 
 
A endometriose é uma inflamação crônica caracterizada pelo crescimento do tecido que reveste a cavidade uterina em outras partes do organismo, como ovários, ligamentos uterinos, bexiga e intestino, que pode atingir áreas como o pulmão. Entre os sintomas da endometriose estão: dor pélvica contínua com piora no período menstrual, dor durante a relação sexual, dor ao urinar, ao evacuar ou ao enchimento vesical, constipação intestinal e diarreia no período menstrual.
 
 
De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose (SBE), a doença afeta cerca de sete milhões de mulheres no Brasil. Em todo o mundo, segundo a World Endometriosis Research Foundation, entidade que atua na pesquisa e tratamento e com presença em mais de 30 países, a endometriose atinge cerca de 176 milhões de mulheres.
 
 
A cólica menstrual quando muito intensa é um sinal de alerta e deve ser investigada. “Na maioria dos casos, a endometriose se manifesta com fortes cólicas pélvicas, que ocorrem geralmente durante o período menstrual. Com a evolução da doença, o incômodo pode acontecer durante o mês inteiro. Cólicas leves à moderadas no período menstrual, geralmente são comuns. Quando se percebe que a intensidade das cólicas aumenta a cada ciclo, já é um sinal de alerta”, orienta a ginecologista Oskarla Santana, que atua pela Pró-Saúde no Hospital Yutaka Takeda, em Parauapebas (PA).
 
 
A profissional ressalta que as complicações da endometriose podem atrapalhar os planos de mulheres que sonham em engravidar. “Nos casos mais graves, a infertilidade pode ser uma das consequências, pois o processo inflamatório pode levar a formação de aderências, que resultam na obstrução das tubas uterinas e ovários”, explica.
 
 
Diagnóstico e tratamento
 
Como pode haver uma dificuldade na descoberta da doença, a média estimada do tempo entre o início dos sintomas até o diagnóstico definitivo é de aproximadamente 7 anos.  Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico deve ser realizado, seguido de exames como ultrassom endovaginal e ressonância magnética. A visualização das lesões por laparoscopia é padrão-ouro para o diagnóstico. As pacientes diagnosticadas devem realizar tratamento clínico para alívio dos sintomas, com o uso de medicamentos para controlar a dor e minimizar a progressão da doença.
 
 
A endometriose afeta a qualidade de vida das mulheres devido ao quadro crítico de dor que pode se tornar cada vez mais intenso e, por vezes, incapacitante no período menstrual. Os sintomas podem prejudicar uma rotina que envolve estudos, trabalho, lazer e até a vida conjugal.
 
 
Em casos mais graves, é aconselhado o método cirúrgico, para retirar as áreas afetadas pela endometriose, ou a cirurgia de histerectomia, nas situações agudas. “A cirurgia é o método mais efetivo para combater a doença e pode ser feita por videolaparoscopia, sendo minimamente invasiva e muito eficaz”, ressalta a Oskarla.
 
 
Tipos de endometriose
 
A endometriose pode se apresentar em seis tipos diferentes:
 
 
- Endometriose superficial: normalmente atinge mais o peritônio, tecido que recobre internamente os órgãos da cavidade abdominal e pélvica;
 
- Endometriose no ovário: acomete os ovários e é causada principalmente pela formação de cistos com um conteúdo sanguinolento dentro do ovário;
 
- Endometriose profunda: forma mais agressiva da doença, caracterizada por focos de endometriose nos ligamentos uterinos, sigmóide e septo retovaginal, podendo atingir também a bexiga e os ureteres;
 
- Endometriose de parede: que acomete a parede abdominal, notadamente em áreas submetidas previamente à cirurgia, como cesarianas;
 
- Endometriose pulmonar: forma bastante rara da doença, que ocorre quando o tecido endometrial responsivo aos hormônios através da corrente sanguínea se desenvolve na região pulmonar;
 
- Endometriose peritoneal: tipo mais comum da doença, que afeta o tecido que recobre os órgãos da região abdominal e causa dores intensas no abdome e na região lombar.
 
 
Imagem: Freepik