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Fake News não é brincadeira, é crime!

Rádio Cultura

Fake News não é brincadeira, é crime!

No combate ao coronavírus, a propagação das fake news é motivo de preocupação.
Publicado em 10/08/2020
No combate ao coronavírus, a propagação das fake news é motivo de preocupação.
Fake News não é brincadeira, é crime!

Reportagem: Soraya Wanzeller

Quem nunca fez ou caiu numa brincadeira, como aquela famosa do dia primeiro de abril? Muitas situações, como as vividas nessa data, abrem espaço para que as pessoas façam uma “pegadinha” com amigos, familiares e pessoas conectadas pelas redes sociais. Mas quando essa “mentira” passa da brincadeira e ganha proporções incalculáveis, causando comoção, revolta ou influenciando pessoas a agirem de uma determinada maneira, induzidas pela informação falsa, acende o alerta: o que está sendo compartilhado é uma notícia falsa, uma “fake news”.

 

E na situação atual, com o desafio de levar informações em meio a pandemia do coronavírus, compartilhar fake news pode ser um agravante para dissemir o pânico e a desinformação. Um exemplo disso foi o que ocorreu no dia 1º de abril, quando começou a circular, em grupos de whatsapp, a informação de um susposto caso confirmado de Covid-19 no município de Oriximiná, região oeste paraense. A mensagem usava os elementos visuais da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), porém, a própria Secretaria informou, em suas redes sociais, que se tratava de uma informação falsa.

 

Mas, se engana quem pensa que no mundo virtual se pode tudo, e que criar ou difundir fake news se trata apenas de uma brincadeira. A advogada Roberta Ferreira chama a atenção para as consequências jurídicas de propagar notícias falsas. “As fakes news são um verdadeiro desafio para a sociedade. Essa questão de notícias falsas é uma preocupação antiga, prevista desde a lei da imprensa, porém não existe uma legislação específica para esses casos. Mas quem cria ou quem propaga fake news, pode ser responsabilizado pela Lei, com medidas previstas no Código Penal e no Eleitoral, por exemplo.”, destaca.

Ouça a entrevista completa com a advogada Roberta Ferreira:

 

Desafio também vivenciado pelos profissionais de impresa, que estão discutindo novas formas de se reiventar nessa nova realidade. É o que destaca o presidente em exercício do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA), Felipe Gillet. “Além de todo o dano que a propagação das Fake News traz, elas acabam trazendo para o nosso campo de ação do jornalismo aquela desconfiança e a criação de uma narrativa que põe em dúvida tudo o que nós fazemos, como se colocasse em dúvida o fazer jornalístico. É como se as pessoas que têm como prática, como profissão e missão fazer a transmissão de informação, estivessem desacreditadas, e isso criou um protagonismo como se qualquer um se apossasse disso e criasse sua própria verdade”, explica.

 

Felipe Gillet ainda ressalta a importância da união da classe jornalística e da busca por novas formas de protagonismo diante desse cenário. “Enquanto sindicato, nós estamos lutando para a manutenção do registro profissional do jornalista e da volta da obrigatoriedade do diploma, pois entendemos que as medidas são necessárias até para dar crédito ainda mais a profissão, e resgatar a autoestima do profissional da imprensa. Mas não é só isso: precisamos nos reiventar diante desse cenário, por isso estamos propondo a parceria com órgãos e entidades governamentais para investir em sistemas de checagem e apuração dos fatos, para, assim, combater as fake news”, adiantou a ideia, com exclusividade.

 

Uma história que é escrita, também, pela sociedade, que recebe diariamente milhares de notícias. Na corrida para “compartilhar primeiro”, fica o alerta da coordenadora do Portal Cultura, Kenny Teixeira: é importante checar a fonte das informações antes de enviar. “Nós do Portal Cultura temos a preocupação em monitorar e garantir a qualidade do conteúdo divulgado. Mas é importante que o público também tenha cuidado com as fake news, compartilhando apenas informações de fontes oficiais e tendo o cuidado de checar a informação antes de difundir. Isso é essencial no combate a propagação das Fake News”, destaca.

 

Tudo isso mostra que não dá pra dizer que é brincadeira: as fakes news são assuntos sérios, que desestabilizam e prejudicam. E diante da atual crise na saúde pública que vivemos, elas se tornaram motivos de preocupações para o próprio Governo do Estado. Em entrevista coletiva concendida no dia 1º de abril, o governador Hélder Barbalho fez o seu apelo à população. “Eu peço a você: no momento em que você receber uma informação, seja pelo whatsapp, seja por outras redes sociais, faça a conferência se tem fundamento, não passe à diante sem saber se é verdade ou mentira, porque na hora que você passa à diante, a tua credibilidade, o quanto você representa de alguém que tem o crédito das pessoas, isso tudo faz com que você valide aquela informação. Eu peço porque tudo o que a gente tem trabalhado, a gente acaba perdendo energia pra poder desconstruir uma mentira. Então por favor, assistam as TVs, vejam os sites de notícias que têm credibilidade, leiam os jornais que têm credibilidade, para que vocês possam se informar”, ressaltou.

 

Dicas para identificar possíveis Fake News (Fonte: Conselho Nacional de Justiça):

- Desconfie de notícias absurdas, com tom alarmista ou que pdem para ser compartilhadas.

- Desconfie se a notícia apela para toerias da conspiração para gerar revolta.

- A notícia falsa pode vim com dados aleatórios para dar a aparência de ser verdade.

-Desconfie se tiver muito adjetivos, erros de português e se a fonte for um site pouco conhecido.

 

E o que devo fazer antes de compartilhar uma notícia? (Fonte: Conselho Nacional de Justiça):

- Não repasse se não houver fonte ou se estiver em dúvidas quanto a veracidade.

- Cheque a fonte original, quem publicou e a data que foi publicada.

- Pesquise outra fonte para averiguar a notícia.

- Leia a notícia inteira, não só o título.

- Não acredite em tudo o que você vê na internet!