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Conheça a ararajuba, ave típica da Amazônia

Conheça a ararajuba, ave típica da Amazônia

Ameaçada de extinção, projeto pioneiro realizado no Pará vem mudando essa realidade reintroduzindo a espécie na natureza
Conheça a ararajuba, ave típica da Amazônia

Espécie endêmica da região amazônica, a ararajuba faz parte do grupo das aves ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Para mudar essa realidade, um projeto pioneiro realizado no Pará, através do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), vem reintroduzindo a espécie na natureza.

 

De acordo com a gerente de Biodiversidade do Ideflor-Bio, Nívia Pereira, as aves sofrem com o desmatamento, biopirataria e com o comércio ilegal de animais silvestres. "A espécie se encontra extinta localmente na Região Metropolitana de Belém (RMB) e não era avistada em vida livre nos céus da capital desde a década de 1940. Cerca de 80% da espécie natural das aves vive no estado, por isso é o nosso dever fazer a conservação e proteção dessa espécie".

 

Reintrodução

 

O projeto “Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas nas Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém – Belém Mais Linda!”, foi criado em 2016. Já foram realizadas duas solturas no ano de 2018, com o equivalente a 20 animais, concluindo a primeira etapa do processo. "Após a soltura, identificamos que um casal reproduziu, o que é um indicativo de sucesso muito importante para o projeto", explicou a representante do Ideflor-Bio.

 

A próxima ação, que corresponde a segunda fase do processo, está prevista para novembro deste ano, contudo, depende do desenvolvimento das sete aves durante o treinamento realizado nos aviários no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém.

 

Acompanhamento

 

Uma equipe de cinco biólogos do Ideflor-bio é responsável por acompanhar o dia a dia das aves que participam do projeto. A reintrodução não significa apenas soltar o animal na natureza. O processo envolve a adaptação ao novo ambiente, treinamentos de voo, fortalecimento e cuidados com a alimentação, entre outros, para que as aves possam voar livremente.

 

Segundo o biólogo da Gerência de Biodiversidade do Instituto, Leonardo Magalhães, toma-se todos os cuidados para que as aves voltem com segurança à natureza. "Fazer esse acompanhamento é muito importante, porque, como biólogos, nós temos um olhar diferenciado em relação à ecologia, forma como interagem e que influenciam no treinamento aplicado a cada uma. Tentamos simular no aviário o ambiente que encontrarão após a soltura", explica.

 

Sobre a espécie

 

A ararajuba ocorre naturalmente em uma faixa estreita desde a fronteira do Pará com o Maranhão até o sudoeste do estado, na fronteira com o Amazonas. Com as vibrantes cores verde e amarela, as aves da família dos psitacídeos (a mesma dos papagaios), se alimentam basicamente de frutas e vivem entre 20 a 40 anos.

 

É importante lembrar também que manter em cativeiro animais silvestres como a ararajuba, sem permissão ou concessão do IBAMA, é crime ambiental. A pena varia de detenção de 6 meses a 1 ano e multa que pode ser aumentada se a espécie for considerada rara ou ameaçada de extinção.

 

Foto: Thiago Gomes / Agência Pará (Arquivo)