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Novembro Laranja conscientiza sobre a misofonia

Novembro Laranja conscientiza sobre a misofonia

Síndrome provoca irritação diante de sons específicos
Novembro Laranja conscientiza sobre a misofonia

Você sabe o que á a misofonia? A síndrome afeta a audição e provoca uma disfunção que causa irritação diante de sons específicos e repetidos. As pessoas que enfrentam o problema sofrem ao ouvir alguns ruídos, como uma torneira pingando, o barulho de um beijo, som de teclado ou a própria mastigação de chiclete ou de comida. A síndrome não é de fácil diagnóstico, por isso entrou em cena a campanha Novembro Laranja, que visa conscientizar sobre os sintomas e tratamento das doenças.

 

Por ser uma síndrome pouco conhecia, muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer os sintomas, ou mesmo entender o porquê se sentem tão irritadas com os sons. Foi o caso do administrador de empresas Alexandre Mota, que começou a sentir os desconfortos por volta dos 7 anos de idade, porém, só foi diagnosticado 40 anos após o início dos sintomas. "Foram quatro décadas sem poder ouvir assovios, sem poder sentar à mesa de jantar com a família e todo tipo de restrição social também na escola, no emprego. Para participar de uma 'caranguejada', por exemplo, só com fone de ouvido e música no volume máximo, ou eu poderia ter uma reação extrema. Só em 2017, pesquisando, descobri o termo. Aí busquei um otorrino (médico especializado em tratar doenças do ouvido, nariz e garganta, além de estruturas relacionadas com eles, como cabeça e pescoço) e, por exclusão, ele chegou ao meu diagnóstico diferenciado", conta.

 

Alexandre conseguiu superou as consequências da misofonia graças aos resultados do Tratamento Cognitivo Comportamental (TCC) e da Dessensibilização e reprocessamento por meio dos movimentos oculares (EMDR, sigla em inglês), além de outros tratamentos paralelos, como a acupuntura. Além de estudar sobre a síndrome, o administrador passou a se dedicar no trabalho voluntário em ações e campanhas de ajuda e orientação a pessoas que sofrem de misofonia. "Na maioria dos casos, o paciente não tem noção; é tudo novo. São só seis mil pessoas em todo o país que têm o mesmo problema", informa.

 

Ana Paula Guimarães, doutora em Genética e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), afirma que são muitos os graus em que uma pessoa que sofre de misofonia pode ser afetada, e que estudos sugerem que não se trata de um problema no aparelho auditivo. O problema é que quando o som chega ao encéfalo há uma hiperconectividade, uma superativação do sistema límbico, que é relacionado às emoções, com o córtex pré-frontal, relacionado à atenção. "Daí a pessoa tem uma forte descarga emocional e dificuldade de desfocar daquele som que lhe incomoda. Pela falta de conhecimento de que isto configura uma síndrome, as pessoas acabam sendo tachadas de chatas, intolerantes, se sentem inadequadas e tendem ao isolamento - o que pode gerar outros quadros, como a depressão", alerta a pesquisadora.

 

Diagnóstico

A síndrome pode ser diagnosticada por otorrinolaringologistas, psiquiatras e fonoaudiólogos. Esses profissionais avaliam os sintomas, podendo solicitar exames neurológicos e outros que auxiliem para o diagnóstico. Caso seja confirmado o diagnóstico, esses especialistas encaminham para um tratamento específico.

 

Principais sintomas

Diante de situações que envolvem sons específicos, como pessoas mastigando, assobio e ou barulho de teclado de computador, as pessoas podem apresentar os seguintes sinais:

- Irritabilidade

- Dores no estômago

- Vontade de chorar ou choro

- Instabilidade

- Mau Humor

- Reações de fuga ou reações exageradas.

 

Tratamento

Não existe um medicamento ou tratamento específico para a misofonia. Assim, após o diagnóstico, o ideal é que o acompanhamento seja feito por uma equipe multiprofissional, com médicos especialistas, fonoaudiólogos e psicólogos para que o indivíduo consiga lidar com as situações adversas e possa amenizar os sintomas. Vale lembrar que por mais que não se entenda o que está acontecendo, é importante buscar ajuda e não ficar em situação de sofrimento, não achar que é frescura ou que os sintomas vão passar sozinhos, a misofonia é uma síndrome que pode ser tratada, há métodos que auxiliam e melhoram a qualidade de vida.