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Café de açaí: você já ouviu falar dessa bebida?

Café de açaí: você já ouviu falar dessa bebida?

A criação é sucesso em Paraupebas, sudeste paraense, e já se tornou atração turística.
Café de açaí: você já ouviu falar dessa bebida?

Ele vem do açaizeiro, mas não é o nosso tradicional açaí. Trata-se do café de açaí, bebida que virou atração turística na cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará, deixando muita gente interessada em comercializá-lo. O responsável por essa invenção é incerta, mas já existem alguns produtores do café de açaí no interior do estado, como o casal de pequenos agricultores Perina Rodrigues Silva e Roberto Carlos Cunha.

 

O início de tudo - Há 30 anos, quando a maranhense e o marido goiano chegaram ao Pará em busca de uma terra para trabalhar, criaram a bebida na tentativa de vencer as dificuldades de abastecimento no assentamento Paulo Fonteles, distante a 60 quilômetros de Parauapebas, onde moram até hoje com a família.

 

Certo dia, quando o pó de café acabou, surgiu a ideia para não ficar sem a bebida preferida. "Acabou o café e a gente tinha batido um açaí e ficaram os caroços. Olhei pra eles e pensei: vou fazer um café", contou dona Perina.

 

A primeira tentativa não deu muito certo, mas ela não desistiu. Foi com o caroço do fruto escuro que o resultado esperado foi obtido, um sabor parecido com o do café. "Ele tem um gosto meio ácido e um travo no final. Se aproxima um pouco, mas tem gente que se não fosse o "travinho" não dizia que é feito de açaí, não".

 

Aperfeiçoando a técnica - Ao longo dos anos, dona Perina observou vários aspectos durante a fabricação para chegar ao sabor de hoje. Um deles é bem parecido com a produção cafeeira, a seleção dos grãos. "Vi que tinha muita diferença entre o tamanho dos caroços e se torrassem todos juntos, os pequenos queimariam e os grandes ficariam crus. Tem que fazer uma seleção", indica. Outro segredo dela é o cuidado com o tempo de torra dos grãos. "Se passar de uma hora não fica bom e tem que ir experimentando enquanto vai torrando".

 

Três décadas depois, a criação do casal ainda é feita do mesmo jeito, a partir de utensílios simples como o pilão, um fogão à lenha improvisado e um moedor manual, tudo bem rústico.

 

Em 2017 o produto se tornou mais conhecido. "Uma pessoa que trabalhava com eventos do município nos convidou para levar o café para os eventos de turismo na região. Depois a gente começou a ir para feiras dentro e fora do estado. Já fomos para São Paulo algumas vezes", revela Perina.

 

O café também entrou na rota turística do município. "As pessoas ficam muito curiosas quando ouvem falar e vem por aqui para provar. Mesmo com uma pequena produção, sempre tem uma xícara para apresentar para quem está de passagem”. E a criatividade de dona Perina não para. Recentemente ela criou até uma receita nova. "Aqui o povo gosta muito do nosso capuccino de café de açaí. Mas por enquanto a gente só faz para degustação".

 

Com informações de Luciana Cavalcante.

 

Foto: Divulgação