Comunidades quilombolas preservam 92% da vegetação nativa na Amazônia, diz estudo
Levantamento realizado pelo Instituto Socioambiental e pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas foi apresentado nesta terça-feira (18), na COP30.
De acordo com um levantamento apresentado nesta terça-feira (18), na COP30, em Belém, os territórios quilombolas na região amazônica são responsáveis pela preservação de 92% da vegetação nativa.
A apresentação foi feita pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pela Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), e mostrou que os 632 territórios quilombolas registrados somam uma área de 3,6 milhões de hectares, o equivalente ao tamanho da Bélgica, e abrigam 2.494 comunidades.
Segundo Chagas Souza, assessor técnico da Conaq, a pesquisa dá visibilidade para o papel dessa população tradicional na preservação do meio ambiente, pauta fundamental da COP30.
O estudo, realizado a partir da base de dados oficial, contou com a participação da comunidade quilombola e também destacou a importância do reconhecimento e da titulação das áreas quilombolas para a preservação ambiental.
Nos últimos 40 anos os territórios quilombolas certificados pela Fundação Palmares perderam apenas cerca de 5% de sua cobertura florestal original na Amazônia. Já os quilombos autodeclarados sem a certificação apresentam uma perda florestal 400% maior, mostrou o levantamento.
Para Douglas Castro, membro da comunidade quilombola Santa Tereza de Matupiri, no estado do Amazonas, o reconhecimento e a titulação das áreas quilombolas são fundamentais para a garantia da preservação. Como os quilombos preservam a natureza e cuidam do clima, então é urgente que o governo comece a titular os quilombos na Amazônia, disse.
Com informações da Rádio Agência.
Foto: Divulgação / Agência Brasil