Fundo Amazônia garante R$ 124 milhões para 19 projetos de recuperação em terras indígenas

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Foto: Rafael Silva/BNDES.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) anunciaram, nesta sexta-feira (21), durante a COP30 em Belém (PA), o resultado da terceira rodada de seleção pública da iniciativa Restaura Amazônia. Este projeto conta com R$ 450 milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES em parceria com o MMA.

Nesse terceiro bloco de editais, foram selecionados 19 projetos de apoio à restauração ecológica e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração em terras indígenas na Amazônia Legal, somando mais de 3,3 mil hectares em 26 Terras Indígenas na região do Arco da Restauração, distribuídas pelos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão. O Restaura Amazônia representa um dos maiores esforços de restauração ecológica já realizados no país.

A Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou do evento de divulgação e sublinhou o papel crucial da participação internacional na proteção das florestas. Segundo a ministra, a busca por soluções efetivas para a crise climática é impossível sem a inclusão de todos os agentes que atuam na proteção florestal e na preservação da biodiversidade.

Juntas, as 19 propostas receberão R$123,6 milhões de apoio do Fundo Amazônia para restaurar uma área total de 3.380 hectares. Edel Moraes, da Secretária Nacional  de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT) do MMA, considera que os recursos e as ações, diretamente do Fundo Amazônia, são uma prestação de contas à sociedade brasileira e o o resultado do trabalho, do esforço dos servidores, de povos e comunidades tradicionais, do combate ao desmatamento.

Para o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante o Restaura Amazônia, iniciativa de larga escala para plantar árvores nativas e evitar que a floresta atinja um ponto de não-retorno de devastação, é ponto central do Arco da Restauração, que, além de regenerar áreas degradadas, cria um cinturão de proteção para deter o desmatamento.

Com informações da Agência BNDES de Notícias.

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