Remo derrota o Goiás de virada e retorna à Série A do brasileirão após 31 anos
A vitória por 3 a 1, combinada ao tropeço do Criciúma, devolve o Leão à elite nacional pela primeira vez desde 1994. Durante a festa azulina, os torcedores levaram uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao gramado do Mangueirão .
O Remo está de volta ao nível mais alto do futebol brasileiro. No início da noite deste domingo (23), o Mangueirão viveu um daqueles encontros históricos: mais de 50 mil azulinos empurraram o time rumo à vitória por 3 a 1 sobre o Goiás, resultado que colocou o clube na Série A de 2026 após 31 anos de espera.
O acesso veio ultrapassando uma combinação dramática: além de vencer, o Remo dependia que Chapecoense ou Criciúma não somassem três pontos. E foi o Criciúma quem escorregou diante do Cuiabá, permanecendo com 61 pontos. Com isso, o Leão saltou da sétima posição para o quarto lugar, chegando aos 62 e garantindo sua vaga no G4.
A celebração tomou conta do estádio. O Remo comemorou de forma emocionante, levando ao gramado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, símbolo profundo da devoção e da identidade paraense, em um dos momentos mais marcantes e emocionantes da celebração azulina.
Também houve invasão de campo e uma atmosfera que traduziu o tamanho da conquista. O Goiás, que garantiria sua volta à elite com um empate, chegou a assustar logo no início. Willean Lipo abriu o placar aos cinco minutos, mas Pedro Rocha empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, João Pedro brilhou, marcou duas vezes e virou herói de uma tarde inesquecível em Belém.
Com a rodada encerrada, os acessos ficaram definidos: Coritiba (campeão, com 68 pontos), Athletico-PR (65), Chapecoense (62) e Remo (62). Na parte de fora do G4, ficaram Criciúma (61), Goiás (61) e Novorizontino (60).
Goiás sai na frente, mas Remo cresce e busca o empate
O início da partida foi intenso e nervoso. No primeiro minuto, o zagueiro Gonzalo Freitas recebeu cartão amarelo, e logo depois Caio Vinicius, do Remo, também foi advertido. O clima indicava um jogo travado, até que, aos seis minutos, Willean Lipo recebeu na entrada da área, bateu firme e abriu o placar para os goianos, que naquele instante entravam no G4.
A vantagem fez o Goiás se fechar ainda mais, enquanto o Remo passou a pressionar. Panagiotis obrigou Tadeu a fazer boa defesa, Pedro Rocha finalizou com perigo e Kayky também assustou, tudo antes dos 20 minutos. Pedro Rocha continuava sendo o principal motor ofensivo pelo lado esquerdo, mas o Remo esbarrava no goleiro goiano, que fazia grande atuação.
A insistência azulina, no entanto, foi recompensada nos acréscimos. Pedro Rocha, artilheiro da Série B, acertou um chute potente da entrada da área e deixou tudo igual. Tadeu, que vinha salvando o Goiás inúmeras vezes, nada pôde fazer. O empate recolocava o Remo na disputa e deixava os dois times ainda fora do G4 naquele momento.
Virada, explosão no Mangueirão e o retorno à elite
Com a bola rolando no segundo tempo, o jogo ficou mais truncado, concentrado no meio-campo. A notícia que mudou o clima no Mangueirão veio das arquibancadas: o Cuiabá marcara contra o Criciúma, que jogava com um a menos. A partir dali, o cenário era claro: se o Remo virasse, subiria.
A torcida empurrou, e o time respondeu. Aos 20 minutos, Pedro Rocha recebeu pela direita e cruzou na medida para João Pedro, que chegou se antecipando à defesa e bateu de primeira para virar o placar. A vibração azulina tomou conta do estádio.
O desfecho da partida foi carregado de tensão. O Goiás precisava apenas do empate para garantir o acesso e partiu para o tudo ou nada. O Remo se defendia com firmeza e tentava matar o jogo em contra-ataques. Foi assim que saiu o terceiro gol. Novamente pela direita, Pedro Rocha levantou a bola na área, encontrando João Pedro, que subiu para cabecear e transformar a tarde em uma epopeia azulina: 3 a 1.
O apito final confirmou oficialmente o que a torcida esperava há três décadas: o Remo está de volta à Série A, pela primeira vez na era dos pontos corridos.