Pará é o maior produtor de dendê do Brasil, aponta estudo da Fapespa
Um novo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) aponta a cadeia produtiva do dendê como uma das mais dinâmicas do agronegócio brasileiro. No centro desse avanço está o Pará, responsável por quase toda a produção nacional e consolidado como eixo estratégico do setor.
Segundo o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, o estudo evidencia a relevância da cadeia do dendê e deve contribuir para a tomada de decisões tanto no setor público quanto no privado, ao orientar estratégias que ampliem ainda mais o papel da cultura na geração de emprego e renda na região.
A nota técnica “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026”, com base em dados do IBGE, mostra que a produção brasileira saltou de 242,8 mil toneladas em 1988 para 3,2 milhões de toneladas em 2024 — um crescimento superior a 13 vezes no período.
Pará lidera produção
Nesse cenário, o Pará se destaca de forma quase hegemônica. O estado responde por cerca de 97% da produção nacional e aproximadamente 98% do valor gerado em 2024, o que faz com que o desempenho brasileiro do dendê seja, em grande parte, definido pela produção paraense.
Os dados revelam uma cadeia produtiva robusta, concentrada e economicamente relevante. Mais do que liderar, o Pará praticamente determina os resultados nacionais do setor, que agora entra em uma fase menos voltada à expansão acelerada e mais à consolidação estratégica.
Outros estados, como Roraima e Bahia, apresentam crescimento, mas ainda com participação marginal, juntos, somam menos de 3% da produção nacional. A concentração também ocorre no nível municipal: apenas dez municípios paraenses respondem por cerca de 90% do volume produzido no país. Tailândia lidera com quase um terço da produção nacional, seguida por Tomé-Açu e Moju.
Emprego e renda
A cadeia do dendê também tem forte impacto na geração de emprego. O Pará concentra cerca de 92% dos postos de trabalho diretos e indiretos do setor no Brasil, reforçando sua centralidade econômica.
De acordo com o professor Márcio Ponte, responsável pelo estudo, a geração de empregos acompanha o volume de produção. “Se o Pará é campeão na produção de dendê, com quase 100% da produção nacional, a geração de empregos também é proporcional, com 92% das vagas diretas e indiretas concentradas no estado, que se torna a locomotiva do país nesse segmento”, destacou.
Com informações da Ascom Fapespa

