Troféu da Copa do Mundo: objeto de desejo das seleções de futebol, a taça guarda muitas histórias e curiosidades

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Foto: Fifa / Reprodução

Sonho de todas as seleções que disputam o mundial de futebol promovido a cada quatro anos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), o troféu da Copa do Mundo está repleto de histórias e curiosidades.

A taça que todos conhecemos hoje começou a ser utilizada em 1974, em substituição à tradicional Jules Rimet. Criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, em 1971, ela representa a alegria da vitória por meio da figura estilizada de dois jogadores segurando o globo terrestre. O troféu mede 36,8 centímetros de altura, tem 13 cm de diâmetro na base e pesa 6,175 kg. É feito em ouro maciço de 18 quilates, com dois anéis verdes de malaquita (um mineral semi-precioso) em sua base.

De acordo com a Fifa, a taça tem valor estimado em 300 mil dólares — cerca de R$ 1,5 milhão. O objeto é tão único que o país campeão não tem mais a permissão de ficar com ele em definitivo.

Anteriormente, o vencedor guardava o troféu original até a edição seguinte da Copa, quando o devolvia para a sede da Fifa, na Suíça. Essa tradição mudou a partir de 2006. Agora, a taça autêntica só é exibida pela seleção vencedora durante a cerimônia oficial de premiação. Em seguida, ela retorna para a federação e os campeões recebem uma réplica oficial, feita de bronze e banhada a ouro.

A lendária Jules Rimet

Originalmente chamada de Victory (Vitória), a primeira peça foi criada em 1930 para premiar o vencedor da primeira Copa do Mundo, no Uruguai. Mais tarde, foi rebatizada como Jules Rimet, em homenagem ao então presidente da Fifa.

Desenhado pelo escultor francês Abel Lafleur, o troféu era confeccionado em ouro e trazia a imagem de Nike, a deusa grega da vitória. Media cerca de 35 cm de altura e pesava 3,8 kg. Essa taça acompanhou todas as edições da Copa entre 1930 e 1970 e, por seu valor histórico e material, acabou despertando a atenção de criminosos, sendo roubada duas vezes.

Réplica da taça Jules Rimet exposta no Museu do Futebol da Fifa, em Zurique (Suíça). Foto: Getty Images.

O primeiro crime aconteceu em março de 1966, durante uma exposição em Londres, quatro meses antes da Copa na Inglaterra. Os britânicos iniciaram uma investigação massiva para localizar a Rimet, que acabou sendo achada apenas oito dias depois por um cachorro chamado Pickles, enrolada em jornais à sombra de uma árvore.

O segundo roubo ocorreu em 1983, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. A Jules Rimet estava sob a posse definitiva do Brasil após o país se tornar tricampeão mundial em 1970, conforme as regras da época. A polícia chegou a prender os suspeitos, mas o troféu original nunca foi recuperado — a principal suspeita é de que tenha sido fundido.

Réplicas em museus

Atualmente, réplicas oficiais da Jules Rimet podem ser vistas em alguns museus pelo mundo, como o Museu Nacional do Futebol, em Manchester (Reino Unido); o Museu do Futebol da Fifa, em Zurique (Suíça); o Museu da Seleção Brasileira, no Rio de Janeiro; e o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG). Nesses locais, as cópias são mantidas como parte do acervo permanente, permitindo que os visitantes conheçam de perto o design e o simbolismo do troféu, mesmo após o desaparecimento do original.