Califórnia e Vale Bioamazônico do Pará firmam parceria para conectar Amazônia e Vale do Silício

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Foto: Marcos Santos/ Agência Pará

Os governos do Pará e da Califórnia (EUA) assinaram, nesta terça-feira (11), um acordo inédito de cooperação. O objetivo é aprimorar a prevenção e o combate a incêndios florestais e proteger comunidades, além de impulsionar a bioeconomia, pesquisa e inovação a partir do Vale Bioamazônico, em conexão com o ecossistema tecnológico do Vale do Silício.

O memorando de entendimento firmado entre o Estado do Pará e o Estado da Califórnia estabelece uma parceria estratégica de longo prazo, que une a maior economia verde dos Estados Unidos à principal fronteira de biodiversidade do planeta. O foco está em soluções de baixo carbono, desenvolvimento inclusivo e conservação da floresta viva.

O documento foi assinado enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, estava em visita ao Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém. Este parque, peça-chave do Vale Bioamazônico, é um polo que conecta ciência, tecnologia e saberes tradicionais, unindo startups, empreendedores, pesquisadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em prol de modelos de negócios sustentáveis focados na manutenção da floresta.

O governador da Califórnia comparou o ambiente de inovação do Pará ao do Vale do Silício. Newsom vê a combinação de universidades, pequenos negócios, comunidades indígenas e centros de pesquisa no mesmo território como a chave para a inovação. Esse modelo, que impulsiona a Califórnia na economia de baixo carbono, ele acredita estar surgindo também no Pará.

O memorando formado entre os dois governos prevê o fortalecimento da prevenção e da resposta a incêndios florestais por meio de troca de experiências, tecnologia e inteligência aplicada. Entre as áreas de cooperação estão o monitoramento da saúde das florestas, a identificação de áreas suscetíveis ao fogo, o compartilhamento de conhecimento sobre redução de risco, o desenvolvimento conjunto de estratégias de queima controlada e o apoio a ações comunitárias de mitigação e educação pública.

As experiências adquiridas com os grandes incêndios na Califórnia e o histórico de queimadas na Amazônia serão utilizadas para aprimorar a prevenção, a resposta rápida e a resiliência das paisagens florestais nos dois territórios.

Newsom utilizou a transição energética californiana como exemplo, afirmando que parcerias com regiões estratégicas como a Amazônia são indispensáveis para garantir soluções globais e duradouras para o combate à crise climática.

Além da agenda de incêndios, o memorando estabelece cooperação em pesquisa, bioeconomia e inovação por meio do Vale Bioamazônico. O objetivo é ampliar soluções baseadas na natureza que reduzam riscos de incêndio e aumentem a resiliência climática, conectando laboratórios, universidades, centros de pesquisa, investidores e comunidades locais em uma rede internacional ancorada em Belém.

O governador californiano destacou que seu estado, conhecido pelo Vale do Silício e pela força agrícola, busca ativamente parcerias em agricultura regenerativa, solos saudáveis e na união de tecnologia com biodiversidade.

Apresentando o Vale Bioamazônico, Helder Barbalho ressaltou que o Pará está criando uma nova economia que prioriza a floresta viva e o saber ancestral dos povos amazônicos.

Com informações da Agência Pará

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