Curta paraense “Me Ame Como é pra Amar” recebe 3 indicações em festival de cinema queer

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Foto: Divulgação
Foto: Rebeca Leão Amaral

O curta metragem paraense “Me Ame Como é pra Amar”, dirigido por Lucas Blanco, recebeu três indicações no MT Queer Premia 2025: Incentivo à Produção, Melhor Curta-Metragem Drama e Melhor Roteiro Drama. O festival acontece de 17 a 19 de outubro, em Cuiabá (MT).

A obra foi criada como Trabalho de Conclusão de Curso por parte da equipe do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Pará (UFPA). Com influência do gênero Coming of Age, conhecido por retratar os processos de amadurecimento dos personagens, o filme mergulha na carga dramática da maioridade e das descobertas pessoais.

As gravações ocorreram em Belém e Ananindeua, explorando a paisagem urbana amazônica como cenário, com o objetivo de desconstruir a ideia de que a região é representada apenas por rios e florestas. O tema central aborda a dolorosa experiência do protagonista gay, que é obrigado a assumir a sua sexualidade de forma forçada.

Trajetória

O filme integrou a seleção oficial da mostra competitiva do 8° Toró – Festival Universitário de Belém, participou do Lift-Off Global Network, mostra internacional online dedicada a produções independentes, e foi semifinalista e suplente oficial da 2ª edição do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), em Pelotas (RS).
 

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Além dos festivais, o curta também foi exibido na Mostra Audiovisual LGBTQIAPN+ de Valorização e Pertencimento, promovida pelo Amazônia em Rede; na Mostra Audiovisual Paraense, organizada pelo coletivo Achados e Perdidos; e no Projeto Janelas, no Cine Líbero Luxardo, dentro da Sessão Infinita, que exibiu outras produções da Infinita Produções.

Para 2026, o filme foi convidado para integrar a 2ª edição da Mostra Brasil Profano, que acontecerá na cidade de São José dos Campos (SP). Com mais de 1.500 filmes de realizadores LGBTQIAP+ do Brasil e do mundo, a mostra nacional foi criada como um espaço de difusão, reflexão e celebração do cinema dissidente, e busca dar visibilidade a obras que provocam, questionam e expandem os horizontes do audiovisual brasileiro.