Dia Mundial da Doença de Chagas: Sespa alerta para sintomas suspeitos da doença
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará reforçou, nesta terça-feira (14), o alerta à população sobre os sintomas e as formas de prevenção da Doença de Chagas, em alusão ao Dia Mundial da doença. No Pará, a principal forma de contaminação está relacionada à ingestão de alimentos contaminados, especialmente o açaí, quando não há controle adequado de higiene durante o processamento, favorecendo a transmissão do protozoário Trypanosoma cruzi.
A doença também pode ser transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro. Ao picar uma pessoa, ele pode liberar fezes contaminadas no local da picada, permitindo a entrada do parasita na corrente sanguínea. Esse tipo de infecção é chamado de transmissão vetorial.
Sintomas e diagnóstico
Na fase aguda, os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, inchaço no rosto e nos membros inferiores, além de taquicardia, dor no peito e falta de ar. Como esses sinais podem ser confundidos com outras doenças, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e exames.
O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações mais graves, já que o parasita pode comprometer principalmente o coração e o sistema digestivo ao longo do tempo.
Tratamento e acompanhamento
De acordo com o coordenador do programa estadual de controle da doença, Eder Monteiro, pacientes com suspeita devem ser atendidos rapidamente na atenção básica, notificados e encaminhados para exames e início imediato do tratamento. O acompanhamento pode durar até cinco anos, com suporte de especialistas quando necessário.
Prevenção e ações no Pará
A Sespa também atua na capacitação de profissionais de saúde e no apoio aos municípios em ações educativas. Entre as iniciativas, estão orientações para produtores e batedores de açaí sobre boas práticas de higiene, além de atividades em escolas e comunidades.
Atualmente, o Pará concentra cerca de 80% dos casos de Doença de Chagas no Brasil. Em 2024, foram registrados 494 casos, com seis óbitos. Em 2025, o número subiu para 512 casos, com oito mortes. Já em 2026, até o dia 11 de abril, foram confirmados 97 casos e quatro óbitos no estado.
Com informações da Agência Pará

