Liderança Feminina no Clima é destaque do 9º dia da COP30

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Lideranças no painel “Mulheres: Vozes que Guiam o Futuro” (Foto: Camila Lima/ Portal Cultura)

Mulheres na vanguarda das soluções climáticas. Essa foi a mensagem central da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante o painel “Mulheres: Vozes que Guiam o Futuro”, na COP 30, em Belém. O evento ocorreu nesta quarta-feira (19), em um auditório na Blue Zone, e promoveu um encontro de líderes do Brasil e do exterior, que debateram estratégias para integrar justiça climática, igualdade de gênero e sustentabilidade. 

Marina Silva enfatizou que, embora seja o grupo mais impactado pela crise climática, são as mulheres que têm liderado iniciativas cruciais e inovadoras, promovendo transformações que vão do nível comunitário ao internacional. “As mulheres gostam de compartilhar conhecimento e reconhecimento. O mundo exige conhecimento e saberes compartilhados. É por meio dessa troca que construímos o caminho para um futuro próspero, diverso e sustentável”, disse. 

Na seção ‘Mulheres na agenda climática global”, a Embaixadora Vanessa Dolce de Faria, Alta Representante para Assuntos de Gênero no Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou que trazer a COP para o Brasil depois de mais de 30 anos da Eco 92, onde a COP do Clima e a COP da Desertificação nasceram, tem um simbolismo muito grande e concreto que se conecta com o esforço de ser a COP da vida real, da verdade. “As mulheres sofrem mais os impactos, mas não da mesma forma. As indígenas, as periféricas, as negras, as marginalizadas sofrem mais os impactos das mudanças climáticas”, declarou.  

A seção “Mulheres, clima e território” falou sobre os Impactos das mudanças climáticas e eventos extremos na vida das mulheres; e Mulheres liderando esforços locais de adaptação e conservação. Elida Nascimento Monteiro, do quilombo de Itacoã (Belém), líder da organização quilombola Malungu, relatou sua vivência. “Através do grupo de mulheres, hoje discutimos dentro do território clima sobre a importância da nossa água, das nossas nascentes, dos nossos igarapés, do nosso território”, ressaltou.  

A primeira-dama Janja da Silva em sua participação no painel (Foto: Camila Lima/ Portal Cultura)
A primeira-dama Janja da Silva em sua participação no painel (Foto: Camila Lima/ Portal Cultura)

Em sua participação, a primeira-dama Janja da Silva destacou a atuação essencial das mulheres na construção de respostas climáticas, do âmbito local ao internacional. Ela defendeu a ampliação da participação feminina nas decisões ambientais e a valorização das ações em curso em áreas vulneráveis, buscando orientar políticas públicas mais inclusivas e eficientes.  

Janja falou sobre a experiência vivida em todos os biomas visitados como Enviada Especial para as Mulheres da COP30: “O que vimos nos territórios foram mulheres fortes, resilientes, com soluções, com propostas para o enfrentamento da crise climática. Precisamos conectar os territórios com a mesa de negociação. As mesas de negociação não pisam nos territórios. Os negociadores são como entidades. A gente nunca vê, não sabemos quem são”, complementou.