Porto de Outeiro se consolida como polo de turismo e logística após a COP30
Após a operação dos navios-hotel da conferência, infraestrutura modernizada posiciona o porto como nova porta de entrada do turismo internacional na Amazônia.
A despedida dos dois transatlânticos que funcionaram como hotéis flutuantes durante a COP30 marcou, nesse sábado (22), um momento simbólico para o futuro da infraestrutura portuária na Amazônia. Ao som de “Voando pro Pará”, de Joelma, e com bandeiras do Brasil acenadas por hóspedes, o Costa Diadema e o MSC Seaview se despediram do Estado em clima de gratidão, o que confirmou o Porto de Outeiro como polo estratégico de turismo e logística na região.
Localizado em Outeiro, distrito de Belém, o porto passou por uma requalificação completa executada pela Companhia Docas do Pará (CDP) para atender à demanda excepcional da conferência. As obras modernizaram e ampliaram o complexo, tornando o cais apto a receber navios de grande porte e estabelecendo as bases para o desenvolvimento permanente do turismo de cruzeiros no Estado.
A intervenção foi concluída em apenas seis meses, em uma operação considerada desafiadora pela CDP. Segundo o presidente da companhia, Jardel Rodrigues da Silva, os obstáculos logísticos e ambientais foram superados com planejamento e agilidade. “Foi uma obra desafiadora. Pelo tempo muito curto, pela burocracia e pelas condições de maré da nossa baía. Mas nenhum desses desafios foi maior do que a vontade de entregar a obra”, afirmou.
O terminal modernizado já ganhou destaque entre especialistas do setor. “Entregamos um terminal que hoje é considerado, pelos próprios comandantes, o mais adequado e o melhor do Brasil”, disse Jardel Rodrigues da Silva.
Segurança, mobilidade e impacto social
Para receber os transatlânticos, o Porto de Outeiro contou com um esquema reforçado de segurança e mobilidade. O local foi classificado como um dos mais seguros do país, com atuação conjunta da Secretaria de Segurança Pública, Marinha, Exército, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Portuária — esta equipada com tecnologia avançada, incluindo drones com visão térmica.
A operação dos navios também gerou efeitos imediatos na economia local e reforçou o potencial turístico de Outeiro. Para a gerente de projetos da Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), Gabriela Lima, o impacto vai além do evento. “É um legado importante, que vai movimentar o turismo. O ministro Celso Sabino também esteve aqui e está trabalhando para que essas rotas de cruzeiro continuem e fomentem o desenvolvimento na região”, afirmou.
Despedida em clima paraense
A partida do Costa Diadema e do MSC Seaview, que juntos ofereceram seis mil leitos distribuídos em 3.882 cabines, encerrou a operação com clima de celebração e identidade cultural. Para Gabriela Lima, a experiência foi “acima do esperado” e demonstra o potencial da região para futuras operações de cruzeiros.
Com infraestrutura modernizada, padrão internacional e reconhecimento de autoridades e comandantes, o Porto de Outeiro se consolida como uma nova porta de entrada do turismo internacional na Amazônia, e como um dos principais legados estruturantes deixados pela COP30 para o Pará.