Amazônia Imersiva: A nova fronteira da arte contemporânea amazônida chega a Belém

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Foto: Divulgação

Já pensou em "mergulhar" em uma obra de arte? Na exposição Amazônia Imersiva, as fotografias ganham vida, permitindo que você caminhe por paisagens vibrantes, cercado por movimento e pelos sons da floresta. A experiência chega à Casa das Onze Janelas no dia 10 de março, com entrada gratuita. Prepare os sentidos!

A programação reúne cerca de 30 artistas e coletivos do Brasil e do exterior, com participações da Amazônia peruana e do Reino Unido, em experiências imersivas, apresentações audiovisuais ao vivo e shows inéditos que seguem até maio.

A mostra oferece uma jornada audiovisual pela arte contemporânea amazônida, onde a contemplação dá lugar à vivência. Em uma sala equipada com projeções 360°, as obras de artistas locais atingem proporções monumentais, criando um ecossistema sensorial. A ocupação Amazônia Imersiva está dividida em três ambientes que conduzem o público por diferentes perspectivas sobre arte, território e ancestralidade.

O espaço inicial é dedicado à imersão audiovisual completa. Sob a direção musical de Aíla, a trilha composta por Nelson D. explora a diversidade sonora da Amazônia, unindo a tradição do carimbó e do marabaixo a experimentações eletrônicas, tudo em perfeita sincronia com as obras projetadas em todas as direções.

O segundo ambiente, chamado Sala Manifesta, apresenta frases, pensamentos e biografias de artistas e intelectuais da Amazônia, além da instalação Ouriços Falantes, que utiliza ouriços de castanha como caixas de som para reproduzir depoimentos sobre a região.

Já o terceiro espaço é dedicado às tecnologias ancestrais. O percurso convida à descoberta de saberes milenares, da medicina da floresta às práticas de cultivo e alimentação, revelando a inteligência por trás das formas de organização da vida amazônica.

A trilha da experiência imersiva tem direção de Aíla e reúne ritmos e referências que atravessam diferentes tradições da região. O projeto arquitetônico da ocupação é da dupla Luís Guedes e Pablo do Vale, da Guá Arquitetura.

Cultura indígena e amazônica

A pluralidade de vozes é a base do projeto, que traz como um de seus eixos centrais o protagonismo de artistas indígenas e de diversas regiões da Amazônia.

Entre os participantes estão Ailton Krenak (MG), liderança e pensador do povo Krenak; o coletivo Mahku – Movimento dos Artistas Huni Kuin (AC); o artista indígena Paulo Desana (AM); Glicéria Tupinambá (BA) e Jaider Esbell (RR).

Complementando a experiência, a mostra apresenta o trabalho de expoentes da arte contemporânea amazônida, incluindo nomes como Elza Lima (PA), Gê Viana (MA), Keila Sankofa (AM) e Hal Wildson (MT/GO).

A dimensão internacional aparece com Olinda Silvano, artista do povo Shipibo-Konibo, da Amazônia peruana. A lista de expoentes se completa com as obras de Roberta Carvalho (PA), Ronaldo Guedes (PA) e PV Dias (PA), além das intervenções do duo audiovisual VJ Suave (SP).

No dia 14 de março, a programação ganha um de seus momentos centrais com o espetáculo “As Amazônias”, encontro entre três vozes femininas da música amazônica: Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP). O show reúne repertórios e sonoridades que atravessam tradições indígenas, música popular amazônica e experimentações contemporâneas da região Norte. 

A apresentação conta com a colaboração visual de Roberta Carvalho e Priscila Tapajowara. Suas projeções criam uma experiência imersiva que aproxima palco e tecnologia, convidando o público a mergulhar em uma performance sensorial completa.

Programação variada

Até maio, o projeto terá atividades gratuitas e shows quinzenais, com agenda divulgada no perfil oficial do evento no Instagram.

A programação internacional ganha força com a presença do duo Dengue Dengue Dengue. Diretamente do Peru, os artistas apresentam um trabalho que transita entre a eletrônica contemporânea e as raízes afro-latinas, tudo envolto em uma identidade psicodélica inspirada nas tradições e na mística da Amazônia.

O projeto também contará com residências artísticas que conectam criadores amazônidas e artistas internacionais em intercâmbios entre arte, música e tecnologia.

Por meio de uma residência artística em Belém, os escoceses Tom Scholefield e Sonia Killmann uniram forças com talentos locais, como Nelson D., para criar uma obra coletiva. A iniciativa conta com o apoio do British Council e do Instituto Guimarães Rosa, celebrando o encontro de diferentes culturas e territórios.

Apresentada pelo Ministério da Cultura, a iniciativa conta com o patrocínio do Nubank, via Lei de Incentivo à Cultura. O projeto é realizado em parceria com o British Council e recebe o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

Serviço: Amazônia Imersiva

Local: Casa das Onze Janelas — Cidade Velha, Belém

Data: 10 de março a 6 de maio de 2026

Horários: Terça a quinta: 9h às 17h/ Sexta a domingo: 9h às 20h