‘Quando Kianga aprendeu a voar’: livro infantil aborda o combate ao racismo pela visão de mundo de uma criança
De autoria do escritor, poeta e educador Rafael Serrão, o livro será lançado neste sábado (27), no Curro Velho, em Belém.
O Núcleo de Oficinas Curro Velho, em Belém, recebe neste sábado (27), das 15h às 18h, o lançamento do livro infantil “Quando Kianga aprendeu a voar”, do escritor, poeta, fotógrafo e educador, Rafael Serrão, abordando o combate ao racismo através da visão de mundo de uma criança. A entrada é gratuita e aberta ao público.
O livro traz personagens negros, como a menina Kianga, cujo nome significa “magia da luz do sol”, e faz uma conexão com o protagonismo das crianças do bairro da Vila da Barca e seus sonhos com o direito de brincar, de ter saúde, educação, habitação, como prevê o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
Segundo Rafael Serrão, a ideia de escrever a obra surgiu a partir do primeiro contato que teve com a Vila da Barca, em 2014, durante uma oficina fotográfica realizada pelo Curro Velho. Ao tratar de sonho no livro, são apresentados os sonhos de todas as crianças. “Quando Kianga aprendeu a voar”, fala do que dá asas para superar as desigualdades e violências que os territórios periféricos de Belém enfrentam, disse o autor.
Sinopse
O livro conta a história de Kianga, menina cheia de sonhos e ancestralidades, que combate o racismo, e de seu encontro com a deusa Ananse, responsável por construir teias para resgatar as histórias do mundo.
Com 36 páginas e ilustrações da artista visual, Andressa Munhoz, o livro ressalta a resistência, a ancestralidade, a beleza e a identidade negra. A edição também aborda a educação antirracista e fala sobre a força da mulher no território da Vila da Barca e de todos que trabalham juntos em busca de um sonho, de coletividade e de luta por dias melhores.
Homenagens
Entre os homenageados do livro estão: Milton Nascimento, Jota Pê, Liniker, Elza Soares e a professora doutora emérita pela Universidade Federal do Pará, Zélia Amador de Deus, referência nos direitos da população negra e uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).
A obra também presta homenagem ao congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, morto aos 24 anos em um quiosque localizado na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, além da ativista Beatriz Nascimento, historiadora negra, vítima de feminicídio em 1995.
Serviço:
Lançamento do livro “Quando Kianga aprendeu a voar”, de Rafael Serrão.
Data: sábado, 27 de junho, das 15h às 18h.
Local: Teatro do Núcleo de Oficinas Curro Velho - Rua Professor Nelson Ribeiro, bairro do Telégrafo.
Entrada Franca.

