Obra de Lucinnha Bastos é declarada Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará
A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou, na última terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 710/2024, de autoria da deputada Lívia Duarte (PSOL), que reconhece a obra da cantora, compositora e violonista Lucinnha Bastos como patrimônio cultural imaterial do estado. A homenagem destaca a trajetória de mais de 30 anos da artista, referência da música amazônica.
Ao justificar a proposta do Projeto de Lei, a deputada Lívia Duarte destacou que a carreira de Lucinnha Bastos, reconhecida nacionalmente e internacionalmente, se caracteriza pela qualidade, bom gosto e valorização da cultura amazônica, sendo merecedora de reconhecimento em todo o estado.
Carreira marcada pelo talento e pela diversidade
Natural de Belém, Lucinnha Bastos iniciou a carreira musical aos sete anos, participando de bailes de carnaval e se apresentando na extinta TV Tupi e no Theatro da Paz, ao lado de nomes como Ângela Maria e Miltinho. Aos 12 anos, venceu seu primeiro festival de música, e aos 14 lançou seu primeiro compacto duplo.
Aos 17 anos, gravou um disco de música brega a convite do cantor e produtor Alípio Martins, mas decidiu buscar novos horizontes e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1985, onde permaneceu por oito anos. Ao retornar a Belém, passou a se dedicar o seu repertório ao carimbó e à música paraense, gravando discos, participando de festivais e levando a cultura amazônica a palcos nacionais e internacionais.
Atualmente, além dos trabalhos solos, Lucinnha Bastos integra o projeto Trilogia, ao lado dos cantores e compositores Mahrco Monteiro e Nilson Chaves, projeto que valoriza a música regional e reafirma sua importância para a cena cultural amazônica.