Obra de Mestre Curica é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará
A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou o Projeto de Lei nº 520/2023, que reconhece oficialmente a a obra de Mestre Curica como Patrimônio Cultural e Artístico de Natureza Imaterial do Estado do Pará. A iniciativa reforça a importância do artista para a cultura popular amazônica, destacando seu legado construído ao longo de mais de 60 anos de carreira.
Cantor, compositor e um dos criadores da guitarrada, Mestre Curica participou de momentos decisivos na consolidação do carimbó e da guitarrada. Ainda jovem, integrou o lendário Conjunto Uirapuru, liderado por Mestre Verequete, onde ajudou a dar novos contornos ao carimbó tradicional e participou de gravações que hoje são consideradas históricas. Entre elas, o álbum "O Legítimo Carimbó (1971)", referência fundamental para estudiosos e apreciadores da música amazônica.
Sobre Mestre Curica
Nascido em 1949, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, Raimundo Leão Ferreira Filho recebeu o apelido “Curica” ainda na infância, por gostar do fruto ingá, no qual é muito apreciado pelos papagaios curica.
Na década de 1970, integrou o Conjunto Uirapuru, liderado por Mestre Verequete, com quem gravou três álbuns, incluindo O Legítimo Carimbó (1971), considerado uma das primeiras gravações do gênero. Em 1982, participou do grupo Irmãos Coragem, chegando a acompanhar artistas de carimbó e lambada, antes de se afastar da cena musical no início dos anos 1990.
O retorno veio em 2003, quando foi convidado a integrar o projeto Mestres da Guitarrada, ao lado de Mestre Vieira e Aldo Sena. O trio percorreu diversos estados brasileiros e se apresentou no exterior, rendendo a Curica o título de maior banjista do mundo em um festival realizado na Ilha da Madeira.
Com informações da Alepa