Insegurança faz com que 41% das mulheres evitem sair à noite, aponta pesquisa
Mulheres sentem mais a insegurança do que os homens, aponta a pesquisa "Os gatilhos da insegurança"; o temor de agressão sexual afeta 82,6% das brasileiras.
Segundo dados da pesquisa "Os gatilhos da insegurança", o medo da violência fez com que 41% das mulheres evitassem sair à noite no último ano. O levantamento foi realizado pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento expõe uma clara diferença entre o público masculino e o feminino. Entre os homens, o impacto é significativamente menor: apenas 29,8% relataram ter mudado seus hábitos à noite por receio da violência.
A sensação de medo é quase totalizante. Enquanto nenhuma situação de violência citada aos homens alcançou percentuais de 80%, entre as mulheres, todos cenários ultrapassam essa marca.
A violência sexual é o principal fator para a mudança de planos à noite entre o público feminino, gerando temor em 82,6% das entrevistadas
Os índices só não superam os receios de assaltos, furtos e de ser morta, onde todos os quesitos superam os 83% das mulheres.
Além das restrições para sair à noite, o medo do crime afeta o uso de eletrônicos em público. O hábito de circular com o celular nas ruas foi abandonado por 37,8% do público feminino, contra 28,9% do masculino.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente em 137 municípios. A margem de erro varia entre 0,8 e 4,2 pontos percentuais.
Maiores medos das mulheres (acima de 80%):
- Roubo à mão armada: 86,6%.
- Golpes digitais: 86,6%.
- Ser morta em assalto: 86,2%.
- Ter o celular roubado/furtado: 83,6%.
- Ser roubada/assaltada na rua: 83,2%.
- Vítima de agressão sexual: 82,6%.
- Residência invadida ou arrombada: 82,6%.
- Vítima de bala perdida: 82,3%.
Com informações da CNN Brasil.

