Metanol: o que fazer nos casos de suspeita de intoxicação
Brasil já registrou mais de 50 casos suspeitos pela ingestão da substância.
As ocorrências de casos de intoxicação por metanol têm chamado a atenção nas últimas semanas no Brasil. Até o momento, de acordo com os dados divulgados nessa quinta-feira (2), pelo Ministério da Saúde, o país registrou 59 ocorrências.
Mas, o que é o metanol, quais os perigos dessa substância para a saúde e o que fazer em casos suspeitos de intoxicação?
O metanol é um álcool usado em solventes e outros produtos químicos, sendo extremamente perigos quando ingerido, como o que ocorre pelo consumo de bebidas alcóolicas adulteradas.
No organismo humano a substância pode atacar o fígado, o cérebro e o nervo ótico, levando à cegueira, coma, falhas nos funcionamentos dos pulmões e dos rins e, em casos extremos, a morte.
Sintomas
Os principais sintomas da intoxicação pelo produto incluem dor abdominal, alterações na visão, confusão mental e náuseas.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, esses sintomas iniciam geralmente em torno de 12 a 14 horas após a ingestão. Assim, diante desses sinais a pessoa deve buscar atendimento médico imediato nos serviços de urgência mais próximos, informando o consumo de bebida alcóolica, o tipo de bebida e em qual horário se deu a ingestão.
Tratamento
Para os casos confirmados de intoxicação por metanol, o antídoto recomendado é o etanol farmacêutico. O produto é feito por laboratórios e farmácias de manipulação para uso médico.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Brasil possui um estoque de etanol farmacêutico e estão sendo compradas mais 4.300 ampolas do produto que ficarão disponíveis para qualquer centro de referência ou unidade da saúde que não tenha.
Número de casos
Dos 59 casos notificados no Brasil, 11 deles foram confirmados como tendo sido causados por metanol. A distribuição das ocorrências é a seguinte: 53 no estado de São Paulo, 5 em Pernambuco e 1 no Distrito Federal. Em São Paulo, uma morte foi confirmada. Outros sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e outros cinco também em São Paulo, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
Com informações da Agência Brasil.