Revitalização da Praça da Bandeira revela achados arqueológicos e prepara espaço para a COP30 em Belém
As obras de revitalização da Praça da Bandeira, no centro histórico de Belém, iniciadas no último dia 23 de julho, já revelaram importantes fragmentos arqueológicos que remontam aos séculos XVIII e XIX. Os trabalhos fazem parte de uma parceria entre o Instituto Cultural ARTÔ, o Comando Militar do Norte e a Prefeitura de Belém, com apoio técnico da Arruda Arquitetura e da equipe especializada da Amazônia Arqueologia.
A intervenção no espaço marca o início da preparação para a Freezone Cultural Action, instalação artística e cultural que será apresentada durante a COP30. O evento ocupará a praça com espetáculos, oficinas, instalações tecnológicas, debates e outras ações voltadas ao protagonismo amazônico.
Durante as escavações, conduzidas pela equipe de arqueologia sob coordenação do arqueólogo Kelton Mendes, foram encontrados fragmentos de cerâmica, louça, vidro, ferro e moedas de ferro, objetos que ajudam a reconstruir a história de ocupação da área.
Os materiais coletados estão sendo armazenados e catalogados de acordo com normas técnicas definidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que acompanha todo o processo. A expectativa é que parte dos achados seja futuramente exibida em parceria com o Museu do Estado do Pará.
A escavação arqueológica desta fase será concluída na sexta-feira, 1º de agosto. Em seguida, continuam as análises laboratoriais e o monitoramento arqueológico, além de atividades de educação patrimonial voltadas à comunidade e ações de divulgação científica.
Criado em 2020, o Instituto Cultural ARTÔ atua com arte-educação, mobilização social e projetos de impacto sociocultural, com foco na inclusão, na sustentabilidade e no protagonismo juvenil.