Pesquisa alerta para os riscos à saúde auditiva devido ao uso inadequado de fones de ouvido
Estudo desenvolvido pelo curso de Fonoaudiologia da Universidade do Estado do Pará (Uepa), revela dados alarmantes sobre a vulnerabilidade do público jovem.
Em alusão ao Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, celebrado nesta quarta-feira, 29 de abril, o curso de Fonoaudiologia da Universidade do Estado do Pará (Uepa), divulgou os resultados de um estudo sobre os impactos do uso recreativo de fones de ouvido, revelando dados alarmantes sobre a vulnerabilidade do público jovem.
De acordo com o levantamento, o uso prolongado dos fones de ouvidos e em volumes elevados pode desencadear a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), além de zumbidos, hipersensibilidade e até sintomas como taquicardia, irritabilidade e distúrbios do sono. Segundo os dados obtidos, 83.4% dos jovens adultos apresentaram perda auditiva subclínica – aquela detectada por exames antes mesmo do surgimento dos sintomas.
O grupo de maior risco é dos jovens entre 12 e 25 anos. A pesquisa aponta que 78% desse público utiliza dispositivos de áudio por mais de uma hora diária e em níveis superiores aos 85 decibéis, nível considerado crítico para a saúde auditiva.
Para prevenir danos irreversíveis, a orientação é limitar o volume a 60% da capacidade do aparelho e realizar pausas a cada 60 minutos de uso dos fones de ouvido.
A PESQUISA
Intitulada “Impactos Auditivos Associados ao Uso Recreativo de Fones de Ouvido: uma Revisão Integrativa”, a pesquisa faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do agora fonoaudiólogo Levi Alfeu Almeida Lobato Brito. Segundo ele, o tema foi escolhido diante do crescente número de pessoas que tem apresentado perda auditiva devido ao uso recreativo de fones de ouvido. A proposta do estudo, ainda segundo Brito, é o de conscientizar a população acerca da forma correta de usar esses equipamentos e os impactos da utilização inadequada.
Com informações da Ascom Uepa.

