Relatório da ONU Brasil aponta que o Brasil deixou novamente o Mapa da Fome
O Brasil saiu mais uma vez do Mapa da Fome, segundo dados divulgados pelas Nações Unidas nesta segunda-feira (28) durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia. O relatório faz parte do estudo “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo em 2025”, lançado durante o evento, que segue até 29 de julho.
De acordo com o levantamento, o país voltou a apresentar índice inferior a 2,5% da população em condição de subalimentação grave, o que o retira do indicador global conhecido como Mapa da Fome, utilizado pela FAO para monitorar a insegurança alimentar crônica nos países.
O Brasil já havia alcançado esse resultado em 2014, mas retornou ao Mapa da Fome entre os anos de 2018 e 2020, após o agravamento da crise econômica e do aumento da pobreza. Agora, com a redução desses índices, o país volta a ficar fora da lista.
Como o mapa é calculado
Estar no Mapa da Fome significa que mais de 2,5% da população vive em situação de subalimentação crônica, ou seja, sem acesso regular a uma alimentação suficiente para manter uma vida ativa e saudável.
A FAO utiliza principalmente o indicador chamado Prevalência de Subnutrição (PoU) para compor o Mapa da Fome. O PoU é calculado com base em três variáveis:
- A quantidade de alimentos disponíveis no país (incluindo produção interna, importações e exportações);
- O consumo alimentar da população, levando em conta desigualdades de renda e acesso;
- A necessidade calórica média por indivíduo, definida para garantir uma dieta adequada.
Com informações do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.