‘Dia de Alfredo’: Governo do Pará cria data em homenagem ao escritor Dalcídio Jurandir

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De acordo com lei sancionada pela governadora Hana Ghassan, a data será celebrada anualmente em 16 de junho como forma de valorizar o legado do autor marajoara para a literatura e a cultura amazônica.
Foto: Divulgação

O Governo do Pará instituiu o dia 16 de junho como o “Dia de Alfredo” em homenagem ao escritor paraense Dalcídio Jurandir e sua contribuição para a literatura e a cultura amazônica. O Reconhecimento veio por meio da Lei 11.390/2026, sancionada no último dia 22 de abril pela governadora Hana Ghassan.

Nascido em Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, em 10 de janeiro de 1909, Dalcídio Ramos Pereira, que veio a se consagrar no campo literário como Dalcídio Jurandir, é um dos mais importantes escritores paraenses.

Autor de obras como “Chove nos campos de Cachoeira”, “Marajó” e “Belém do Grão Pará”, em 1972 o escritor venceu o Prêmio Machado de Assis e, em 2025, teve sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural e Artístico de Natureza Imaterial do Pará.

DIA DE ALFREDO

O “Dia de Alfredo” foi idealizado pelo sobrinho do escritor marajoara, José Varella Pereira. O nome Alfredo faz referência ao protagonista e alter ego de Dalcídio Jurandir.

A oficialização da data é resultado, também, do trabalho da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), através da sua Editora Pública Dalcídio Jurandir, na divulgação e valorização da obra do escritor.

A Ioepa assumiu o compromisso de reeditar a obra completa do “Ciclo do Extremo Norte”, composto por dez livros de Dalcídio narrando a saga de seu alter ego, Alfredo. Títulos como “Chove nos Campos de Cachoeira” e “Marajó” já foram reeditados, e a intenção é lançar os outros oito livros do Extremo Norte até o final do ano.

Segundo Aroldo Carneiro, presidente da Ioepa, a sanção da lei pela governadora Hana Ghassan, criando o “Dia de Alfredo”, tem um significado cultural e literário gigantesco. A iniciativa soma-se às diversas políticas públicas do governo para fomentar a discussão literária e a elevação da prática da leitura como ferramenta cultural imprescindível para o desenvolvimento da nossa sociedade, disse.

 

Com informações da Agência Pará.