Festa da Chiquita completa 50 anos com shows e debates sobre direitos LGBTI+ em Belém

Compartilhe
Foto: Divulgação.

A Festa da Chiquita será realizada neste sábado (10), na Praça da República, em Belém, em comemoração aos seus 50 anos de história. A programação inclui apresentações musicais, performances de drag queens e atividades voltadas à memória do evento e à discussão dos direitos da população LGBTI+. As comemorações começaram na quinta-feira (8), com o seminário “Diálogos na Chiquita”, que reuniu debates sobre questões sociais e culturais.

Com o tema “Festa da Chiquita: 50 anos Patrimônio Cultural da Humanidade”, a edição comemorativa busca destacar a trajetória da manifestação cultural e sua relação com a diversidade, a liberdade de expressão e a luta por direitos. A festa principal está prevista para ocorrer após a passagem da Trasladação do Círio de Nazaré.

Programação inclui debates sobre direitos e inclusão

O seminário “Diálogos na Chiquita” abriu a programação comemorativa na quinta-feira (8), com discussões sobre enfrentamento à violência, saúde mental, acessibilidade, envelhecimento e patrimônio cultural, entre outros temas relacionados à comunidade LGBTI+ e à sociedade brasileira.

A agenda também conta com atividades no espaço Cine Chiquita, incluindo um bate-papo mediado por estudantes dos cursos de Comunicação Social e Jornalismo da Universidade Federal do Pará (UFPA). O encontro é dedicado à produção acadêmica e audiovisual sobre os 50 anos do movimento As Filhas da Chiquita.

A programação cultural prevê shows musicais, performances e apresentações de drag queens paraenses. Segundo a organização, as pessoas que participarem das atividades diurnas terão acesso à área VIP da festa principal, na Praça da República.

Símbolo comemorativo marca o cinquentenário

Entre as novidades preparadas para os 50 anos está a criação de um símbolo exclusivo para representar a história da festa. A proposta reúne referências à artista e cantora negra Josephine Baker, associada à personagem Chiquita Bacana, e ao sociólogo Luiz Bandeira, apontado como criador do evento na década de 1970.

A curadoria do símbolo está sob responsabilidade do antropólogo Milton Ribeiro, pesquisador da trajetória da Chiquita e autor de uma tese de doutorado sobre o tema. A iniciativa pretende reunir elementos associados à liberdade, à diversidade e à expressão artística, características presentes na história da manifestação cultural.

Festa da Chiquita tem trajetória ligada à diversidade em Belém

Criada na década de 1970, a Festa da Chiquita consolidou-se como um espaço de expressão cultural e visibilidade da população LGBTI+ em Belém. Ao longo de cinco décadas, o evento passou a reunir manifestações artísticas e discussões relacionadas à diversidade, à cidadania e à garantia de direitos.

A edição comemorativa de 2026 propõe revisitar essa trajetória e ampliar a discussão sobre os desafios enfrentados pela comunidade. A programação combina debates, atividades acadêmicas e apresentações artísticas, com a proposta de preservar a memória do movimento e reunir diferentes gerações.

Tags